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A vida de um malabarista

É com muito prazer que escrevo essas linhas e por perceber as saídas para um mundo melhor que busco inspiração para expor os exemplos de vida.


Raríssimo encontrar pessoas cuja experiência de vida contribui com a transformação humanitária e que assim seja.



Em Ipiaú, cidade que abriga cerca de 47 mil habitantes, encontrei um malabarista com um monociclo e várias espadas nas  mãos se equilibrando no ar e fazendo malabarismos para conquistar o pão de cada dia.



Parece fácil, mas é preciso muita prática e dedicação para chegar ao mínimo de perfeição, o nome disso é arte. E não é por acaso, que a população ipiauense durante os últimos dias tem avistado um malabarista na Praça do Cinqüentenário, expondo suas peripécias.


Ao ver pela primeira vez no semáforo, um homem branco, magro, cheio de vontade e andando entres os carros com o chapéu na mão para conseguir alguns trocados, me senti instigado a conhecê-lo.


O nome dele é Emanuel, tem 31 anos, é argentino, pai de uma menina que tem 1mês de nascida e é casado com uma carioca.

Há 4 anos, entre idas e voltas, ele vive  no Brasil e já circulou por diversas cidades  baianas apresentando a sua arte malabarística. Perguntei ao Emanuel com quem ele aprendeu a arte dos malabares e o mesmo respondeu seguramente.


“Aprendi a fazer malabares por circunstâncias da vida, pois a situação econômica do meu país era muito difícil. Daí, viajei em busca de novos horizontes, foi quando conheci um chileno  na  estrada que me ensinou a fazer malabares com bolinhas. Com o aprendizado implementei outros objetos como faca e fogo e já estou a 7 anos trabalhando com malabares”, explicou.


Emanuel ainda complementou que, “eu vivo da minha arte e por mais difícil que seja, dá para sustentar minha família. Minha esposa também trabalha comigo e aí a vida é também uma viagem pela arte da sobrevivência”.


De acordo com Emanuel ele vai continuar viajando, pois a vida em si já é uma viagem extraordinária, pois estou vivendo, viajando por esses quatros cantos.


“É tranquilo, alegre viver viajando, porém não é fácil, pois, temos que trabalhar duro porque o custo de vida é alto. Tenho que pagar a pousada, almoço, jantar, ou seja, temos que pagar o custo diário”, ressaltou Emanuel.


Chegando a Ipiaú


“Eu estava indo para Jequié quando avistei um semáforo aqui em Ipiaú, uma cidade pequena e em desenvolvimento. Achei interessante e fiquei por aqui, para apresentar a minha arte e recebi uma resposta positiva da população, que tem contribuído com o meu trabalho, graças a deus”, explicou Emanuel.


Emanuel disse também que talvez fique um pouco mais na cidade, para apresentar sua arte e ver se descola umas oficinas para ensinar a criançada, pois para ele é muito difícil ver crianças sem expectativas de vida e, que a arte, não só como malabares, mas a música, a pintura entre tantas outras manifestações pode ser uma saída para a criançada.


“Eu levo a minha arte para todos os lugares, levo alegria e diversão para todos”, finalizou Emanuel.


O argentino Emanuel além de apresentar a sua arte nas ruas, também pode ser contratado para animar festas de crianças ou adultos. Quem estiver interessado em promover algo diferente e divertido, não deixe de chamar o Emanuel. Os contatos podem ser feitos por telefone, pelo número, (73) 81629104 ou pelo facebook CIRCO.


Malabarismo


O malabarismo pode ser entendido como a arte de manejar objetos com perfeição, agilidade e precisão. A arte pode ser feita com bolas, facas, bastões com fogo, serras, caixas e tantos outros objetos.


O malabarismo é uma técnica que vem sendo utilizada a desde a antiguidade nos circos, nas ruas, praças e avenidas. O artista que faz o malabares pode se equilibrar num monociclo ou numa corda com os objetos na mão e brincar com os mesmos. Se você pensa que a arte é fácil e pode ser feita de qualquer forma, então, porque não tentar?  Tente e descubra uma arte em você!

Confira o Vídeo:

Emanuel malabares" Circo Nunbrillo"





 Vicente Andrade
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