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BOTE FÉ! Jornalismo a Favor da Cidadania!

A produção do medo é transmitida pelos meios de comunicação de massa






Qualquer município que tenha uma população pequena referente a uma metrópole ou capital, tende a sentir uma necessidade maior ou um suporte que ofereça novas informações que condiz com a realidade local.

Infelizmente a maioria dos meios de comunicação, principalmente sites de noticias pregam aquilo que chamamos de sensacionalismo.

Dizem que da audiência. Pode até ser, mas, quais informações são necessariamente importantes para cada um de nós? Qual o sentido das notícias de violência para nós?

Ultimamente os sites que são mais acessados apresentam cenas horríveis de acidente de carros, motos, assassinatos, homicídios, enfim, informações que não acrescentam nada de interessante para a comunidade a não ser o medo.

Já pelo outro lado, mostra como a violência tem crescido e também como a vida humana está “barata” a ponto de vivermos com certo receio um dos outros. A condição do medo tende a ser normal porque os veículos de comunicação, que serve de informação, condiciona apenas a morte como um dos fatos mais importantes.

No mundo desigual e desumano em que vivemos é muito fácil culpar alguém, mostrar a imprudência e as mazelas, mas, também, ninguém observa a desigualdade que persiste. Os sites de informações não trazem uma perspectiva reflexiva e cada vez mais consegue desvirtuar a mente do leitor.

Ao invés de informar os caminhos para a melhoria e conquistas dos direitos, apenas compactua com a miséria alheia e a ligação política.

Os furos de reportagens são frequentes quando acontecem um acidente de carro ou um assassinato. E sem dó e piedade infligem o direito de imagem da pessoa que muitas vezes não teve acesso a uma escola de qualidade, que vive em conflitos econômicos que impossibilitam o acesso a saúde, a moradia, emprego, alimentação e todos os direitos que são reservados na carta constitucional de 1988.

O debate

A condição é explicar o porque dos crimes, pois, são piores, aqueles que negam o direito popular de acesso igualitário. E isso tem condição de concretizar? Claro que sim, o que precisa é de ética e responsabilidade com a comunicação.
Os interesses particulares estão desviando o povo para um celeiro de medos e não de consciência. De manipulação, subserviência, ao invés de liberdade.

A pergunta é o seguinte, quem são os criminosos de verdade? Os que vivem a margem da pobreza e buscam caminhos para o consumismo ou aqueles que estão no poder e roubam bilhões para benefício próprio? 

Um não justifica o outro, mas se a distribuição de renda, o acesso a escola e as oportunidades fossem mais igualitárias, o mundo não seria esse caos que vivemos.

Vicente Andrade   



   
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