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Ipiauense participa do prêmio Caymmi de música


Ayam Ubráis Barco



Com o objetivo de reconhecer, fortalecer e premiar a nova produção musical baiana, eis a razão de ser realizado o Prêmio Caymmi de Música, que acontece no dia 30 deste mês.

A questão demonstra que na Bahia existem artistas escondidos devido a falta de espaços, mas que aos poucos e a passos lentos as portas vão se abrindo. E que se abram mesmo.
Pois então, para permear e apresentar que no interior existem muitos artistas importantes para o cenário cultural baiano, a cidade de Ipiaú não poderia ficar de fora do Prêmio Caymmi.

Sendo assim, o músico, filósofo e artista plástico, Ayam Ubráis Barco está sendo reconhecido aos poucos por esse imenso Brasil com suas músicas desconcertantes e cheias de metáforas de significados relevantes para a vida. Em 2013 o cantautor lançou o disco Partir O Mar Em Banda e após isso, deu vida as músicas em vídeo clipe. A prova mais certa do reconhecimento é estar participando de vários festivais no Brasil inteiro.

Capa do CD


Em exclusividade para o blog Vicente Andrade o cantautor, Ayam Ubráis Barco escreveu uma linda carta explicando as razões e sentimentos por estar participando do Prêmio Caymmi com o clipe O QUINTAL. Confira na íntegra o clipe e a carta logo abaixo: 

Desenho pintado pelo Ayam


Navegança no Prêmio Caymmi..


A canção ‘O Quintal’ é uma canção de salvamento de quem beirou o naufrágio, de quem quase se afogou no fogo e tendo sobrevivido, precisou viver com a sensação de sucumbir a qualquer instante.. O fogo sempre estava na memória.. O afogamento também.. Ter composto a canção só pareceu ter feito uma trilha fúnebre.. O ‘eu podia estar morto’ era muito forte e presente, mas de algum modo, quando comecei a tocar pra amig@s mais íntimos e depois nas rodas de violão, havia um alívio momentâneo..
Então era preciso compartilhar, socializar mais.. De que modo?
Gravar!

Gravar a canção e contar sua história pareceu ser um caminho..

Vendi muitos desenhos pra pagar a gravação.. Muitos..
Cantar, foi difícil.. O incêndio me reencontrava.. Eu revivia as queimaduras na pele, a fumaça no pulmão.. Deu muito trampo.. 
Muito trampo, mas consegui..

 Em seguida, socializei pra mais pessoas, muitas mais; e contei pra 

boa parte delas a história do incêndio; e escutei muitas outras histórias parecidas e piores até..

É isso! Quando se socializa as desgraças, se aprende a tirar o ‘des’ e deixar a ‘graça’..

Ainda assim, O Quintal continuava a me trazer de volta pro meio do fogo..

Pensei, dessa vez, coletivamente, com amig@s e decidimos por um clipe..

Façamos um clipe! Encenemos o que aconteceu na tarde em que a caixa amplificada deu curto circuito e quase virei um assado..
Foi ainda mais brabo ter de reviver o episódio de quase morte.. 

Estar com as chamas a dois palmos das costas e da cara.. Cantar a música dezenas e dezenas de vezes e ter a consciência de que era preciso fazer com que o fogo do coração fosse do tamanho do mar.. Que o fogo do coração afogasse o incêndio..
Depois de um tanto, conseguimos! Consegui!

O coração curou as queimaduras e assoprou pra ‘sei lá onde’ a fumaça das más recordações.. O coração, não! Os corações de tod@s os envolvidos nessa forja!

Edson Bastos, Henrique Filho (VooAudioVisual), Isaias Neto (Cinewedding), Victor Aziz, Cristiane Santana (NúProArt) e Kaula Cordier (Cavalo Design)..

Só foi possível fazer o clipe, graças às pessoas que gostavam da canção, mas sobretudo, às pessoas que sabiam da história.. Elas colaboraram num projeto de financiamento coletivo (Catarse), o que permitiu que recriássemos o cenário da desgraça e da graça..
Clipe feito e o alcance da canção e da história se ampliou ainda mais..

Desembocou em alguns festivais: 7° Festival de Videoclipes do Tocantins (TO), foi o 3° mais votado no Festival de Clipes de Alvinópolis (MG) e no FestClip (SP), recebeu o prêmio de Melhor Fotografia..

Agora está indicado em três categorias: Roteiro, Produção e Clipe, pelo Prêmio Caymmi que acontecerá no dia 30 de abril no Teatro Castro Alves.. Ou seja, estará sendo socializado para muito mais pessoas.. E é aqui, onde se encontra toda a importância e expectativa das minhas naveganças: na socialização!
É na socialização que navego e continuarei navegando..

Veja o Clipe:





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