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Belchior da prisão a liberdade





“Faca de ponta e meu punhal que corta e o fantasma escondido no porão. Medo”...

Esse é um trecho da canção “pequeno Mapa do tempo” do cantor e compositor Belchior.

Para cada um de nós as canções representam significados diferentes. O artista busca expressar o seu vazio e medo que influenciam gerações e gerações.

Belchior é um artista consagrado que escreveu belas letras e canções como, por exemplo, Retrato 3 x 4 que conta as dificuldades do nordestino na cidade grande.

Quem nunca escutou o Belchior esta perdendo um grande artista que voou em direção do preenchimento e como experiência cantava seus passos.

“ Tenho sangrado de mais, tenho chorado para cachorro, ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro”. E assim ele cantava para se livrar de seus fantasmas que o seguiam. Por outro lado, ele via uma saída momentânea para acalentá-lo (sujeito de sorte).

E assim, dizia “eu estou muito cansado do peso da minha cabeça durante esses dez anos passado presente e vivido entre o sonho e som”(Todo sujo de batom).

Não é fácil analisar um artista pelas canções, primeiramente é preciso sentimento e identificação. Belchior é considerado um artista importante para a música brasileira.


Durante sua carreira foram lançados vinte e dois discos, sendo o primeiro em 1971 (Hora do almoço) e o último em 2008 (Sempre).

O que seria um disco de Belchior hoje comparado com os anteriores?

Será que ele abandonou mesmo a carreira de músico?

Culpam a mulher, mas quem sabe ele resolveu variar a sua rotina e seus anseios.

“Eu sei que e difícil começar tudo de novo, mas eu quero tentar. Eu sei que e difícil começar tudo de novo, mas eu quero tentar” (Clamor do deserto).
 
DESAPEGO
 
Belchior entrou num barco espiritual, deixou para trás sua riqueza e fama para viver vagando por aí. Uma iniciativa que poucos conseguiriam concretizar.
 
No meio do desapego as dividas se acumulam entre hotéis e pensões para os filhos.
 
Além disso, Belchior também dispensou shows que poderiam pagar suas dividas. E nesse desapego Belchior entra numa busca d e encontro consigo mesmo.
 
Belchior cantou seu destino antes de encontrá-lo, “ Eu sou apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco e sem parentes importantes vindo do interior”, (Rapaz latino Americano). Hoje Belchior vive de favor nas casas de fãs e também nas casas de caridade.
 
 
“O amor é uma coisa mais profunda que um encontro casual” (Divina comédia Romântica). Belchior acreditou de braços abertos para amar a vida alternativa longe de noticias da cidade civilizada. 
 
Não sei a tal ponto o quanto isso impactou na vida de Belchior, mas por outro lado, foi uma escolha corajosa que se prestou. Teremos que respeitar e entendê-lo.
 
“Eu não estou interessado em nenhuma teoria e nenhuma fantasia e nem no algo mais...... a minha alucinação é suportar o dia-a-dia e  meu delírio é experiência com coisas reais”(Alucinação)
 
E segue que “Amar e mudar as coisas me interessam mais”.
 
A escolha do mestre Belchior foi cantada por ele mesmo. E o que devemos desejar é que a esperança e sorte estejam sempre ao lado dele.     
 
Vida e escolhas....
 
 

Vicente Andrade 
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