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A busca







Passamos a vida toda em busca de respostas e quando obtemos as perguntas já são outras, na porta do caminho a estrada se abre como o dia de verão para enfrentarmos a qualquer circunstância.

A noite é uma senda que nos faz refletir acordado quando repousamos e a luta continua ao acordar noutro dia. Os sentimentos são as provas que estamos vivos nesse mar de surpresas, mas nada há de apagar os passos dados, por outro lado, o tempo vai direcionando mais uma ventura e aprendizado


-Não há remédio fabricado para curar-te a não ser o tempo, dizia o velho senhor olhando firmemente aos olhos que lacrimejavam pela alegria de ouvir palavras doces para o conforto.
E assim escrevo o sentido no benefício da dúvida para adormecer perenemente e entender que toda luz é para guiar os trilhos obscuros.


O velho ainda disse para não se preocupar muito porque o tempo não volta e ainda tem muita estrada pela frente a desbravar nesse mundo cheios de entraves. 


-Não há o que se culpar quando algo é feito com a imensidão do peito, com o entusiasmo do momento e com o encontro consigo. 


Assim dizia o senhor para acalmar o jovem que precisava de ajuda no momento sublime e sereno que estava posto. E continuando dizia, não há porque se entregar uma vez que a vida tem início, uma passagem e uma ida. Se é a eternidade ou não, não posso da certeza, mas é preciso viver enquanto é tempo de recuperar o que ainda se tem em planos. 


E mesmo que as respostas sejam diferentes ou que não tenha resposta, acalma-te e sonhe novamente, pois o sol nunca se apagará para os que sentem o coração.... 


No instante em que o jovem iria perguntar outra coisa, um clarão apareceu e em segundos, como num suspiro, o velho senhor se foi.
Este pequeno trecho integra parte da obra de “Descente a existência do amor”, que será lançado em breve 


Vicente Andrade
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