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Inadimplência com financiamento estudantil chega a 53%



foto ilustração.

Muitas pessoas sonham em ter um curso de graduação e fazem de tudo para adentrar numa faculdade para obter um diploma de nível superior. O pensamento que engendra que para ser alguém na vida tem que estudar e para conseguir um bom emprego precisa ter estudos é bastante veemente.

O programa do financiamento estudantil (Fies), do Governo Federal, abriu as portas para democratizar o acesso ao ensino superior e para isso criou parcerias com universidades particulares. Em 2014, ano de maior impacto do programa, chegou a firmar 732 mil contratos.

A condição é que após a formação acadêmica, o estudante teria a responsabilidade de pagar o financiamento um ano e meio depois formado.

Situação complicada  

Ao todo foram investidos cerca de 55 bilhões no período entre 2010 e 2016.  O que o governo não esperava era o tamanho da inadimplência de 53% do total de 526,2 mil contratos firmados.

Alguns especialistas apontam que a crise econômica e o aumento do desemprego foram alguns dos fatores que elucidaram o fenômeno dos atrasos. Além disso, as universidades particulares aumentaram os preços das mensalidades contribuindo mais ainda para agravar a situação.

Outro problema causado pela inadimplência foi o corte de  investimentos no fies e o encolhimento das vagas. No ano passado (2016) apenas 193 mil pessoas foram beneficiadas.   

O Tribunal de Contas da União (TCU) avaliou que a ausência de estudos sobre o ato da inadimplência e na formulação dos fies foi uma das falhas do programa de financiamento estudantil.

Enquanto isso, as escolas públicas estão sendo sucateadas e a desvalorização dos professores é constante.


Vicente Andrade 
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