.

BOTE FÉ! Jornalismo a Favor da Cidadania!

Rebuscando a história: O pioneirismo de Marcelo Cabeleireiro

Marcelo Cabeleireiro

 
Muito feliz em reencontrar pessoas e amigos que sempre nos desejaram bem e sucesso na vida. Desde há muito tempo que me entendo por gente eu conheço o Marcelo cabelereiro e o mais interessante é que ele nunca mudou e sempre permaneceu a mesma pessoa que conheci a mais ou menos 30 anos atrás.
Um bom papo, Marcelo falava de tudo, opinava e não media esforços para expressar o que sentia e o que sente. Enquanto cortava o cabelo, colocando em prática a arte com as tesouras, pentes e mãos fazia o trabalho enquanto o cérebro ia imaginando qual penteado ficava melhor.
E no quadro rebuscando a história de hoje conversei com Marciano Pereira (Marcelo Cabelereiro). Com 81 anos ele está de prontidão, preparado para cortar cabelo e prosear um pouco.
Melhor que isso é poder estar vivo para ouvir dele mesmo a própria história. Marcelo desembarcou aqui em Ipiaú nos anos 50. Saiu de Aiquara com cinco anos de idade e aqui fincou suas raízes eternizando sua hereditariedade.
Marcelo lembrou que a Avenida Lauro de Freitas era uma faísca de estrada, terra e barro. Quando chovia o atoleiro era certa e todos tinham que descer do carro e se melar de lama. Lembrou também que a única coisa que tinha na avenida era um posto de gasolina no meio do mato, escondido, um breu total.
Com o passar dos anos tudo se transformou e a evolução chegou, não tem mais barro e os asfaltos tomaram conta da maioria das estradas.
Iniciando a profissão     
Na década de 50, com a ajuda da mãe, Marcelo começou a trabalhar numa barbearia situada em frente à loja cometa, na barbearia de Pedro Tiola.  E foi assim que ele começou a desenvolver a arte. O salão fechou e Marcelo rumou para a cidade do Rio de Janeiro, Santos e depois para Mogi das Cruzes, lugar onde conheceu a esposa.
Marcelo também fez o curso de cabelereiro no Senac e aperfeiçoou a técnica e em 79, retornou para Ipiaú.

“Eu sempre amei minha cidade, mesmo de longe tinha uma vontade de voltar. Aqui é um lugar maravilhoso, não troco minha cidade por nada” afirmou Marcelo.
E foi na Rua Siqueira Campos que firmou de vez a história em Ipiaú. Foram mais de 35 anos cortando cabelo da comunidade ipiauense e com ele o pioneiro em aplicar progressiva, alisamento, hidratação e tudo que envolvia cabelos.
Marcelo contou que quando tinha festa para a elite no Rio Novo Tênis Clube ele saia do salão mais de meia noite porque ficava arrumando e penteando as madames. Horário marcado, não faltava. De inicio, Marcelo trabalhou com a esposa no salão, depois ensinou a arte para o filho, Anderson e agora está desfrutando um pouco da vida gozando do que juntou ao longo do tempo e trabalho.

O Rio Novo e o Cine Éden  
Relembrando parte da história de infância, Marcelo pontuou o Teatro Cine Éden. Ele frequentava aos domingos e lembrou que era uma festa, tinha as barraquinhas de cocada, pipoca, doces e muita gente batendo papo.
Já o Rio Novo, Marcelo, explicou que “o clube só não vingou porque era mais popular. Era melhor que o clube rio das contas”.
Marcelo contou que também foi sócio do Rio Novo Tênis Clube, que comprou o titulo e que o clube não deveria ter caído e só caiu porque teve gente querendo da uma de esperto. Marcelo ainda disse que o cinema e o clube não deveriam ter se acabado porque era uma diversão boa para os ipiauenses.

Enxergando a vida
Marcelo e a Sebastiana


Marcelo é um homem digno, sempre tratou as pessoas bem, seja quem fosse, o sorriso no rosto e a cordialidade são aspectos únicos dele. Na minha jornada de estudos sempre recebia uma palavra de incentivo do Marcelo e hoje o saúdo com esta pequena e simples homenagem pela admiração e reconhecimento.
Marcelo é filho da senhora Brasilina de Jesus com seu Marcolino Ferreira. Esposo de dona Sebastiana, pai de Anderson e Ana Márcia e avô de Murilo e Vinicius, todos levam o sangue de Marcelo nas veias.

O aluno 

Marcelo estudou em Ipiaú, fez o primário com a professora Cecília. Ele lembrou que “o ensino não era ruim e sempre foi de qualidade. Quem estudou com a professora Cecilia não se arrepende”.
  Marcelo completou que “Quando eu estava no Rio de Janeiro, na época, para conseguir emprego tinha que fazer uma carta e fui um dos primeiros em redação e na prova das quatro operações”. Dai começou a trabalhar nos salões do Rio de Janeiro e São Paulo.
 
Marcelo se sente feliz pela trajetória e andanças da vida. E aqui estamos vivos para brindar essa memória tão rica que ficará marcado para sempre na história de Ipiaú.

Vicente Andrade



Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial