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Rebuscando a história: Sumaia Maron e o desabafo da cultura

Sumaia Maron


No quadro rebuscando a história conversei com a senhora Sumaia Maron, ipiauense, que chegou à casa dos 84 anos de vida.
Uma longa trajetória que soma uma vasta experiência, opiniões, desejos e felicidades. Foi um final de tarde prazeroso com um bom dialogo. Acompanhado com Vera Leite, Sumaia e os filhos, o papo se estendeu pela história, cultura e politica.
Logo de inicio Sumaia já foi ressaltando que a família Maron foi uma das primeiras a chegar a Ipiaú e a formar a cidade, inicialmente rapa-tição. De acordo com Sumaia, o próprio pai, Jose Maron, abriu o primeiro armazém, na época conhecido como Secos e Molhados.
Nas idas e vindas, Sumaia, passou por Itabuna, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, mas o porto seguro sempre foi à cidade de Ipiaú. Durantes as viagens conheceu diversas pessoas e a arte. 

Superação  
A vida reservou momentos difíceis na vida de Sumaia e todos foram superados com fé e coragem.
Até hoje ela se lembra dos dois filhos perdidos pela violência urbana. Um morreu durante uma festa na cidade vizinha de Barra do Rocha, vitima de um disparo acidental (Bala perdida).Para Sumaia, este acontecido foi um acidente.
Já o de Fauzi Maron, Sumaia, não perdoa, e vê o acontecido como um crime brutal, hediondo. Um tiro pelas costas o tirou a vida com plena covardia, um ato desumano.  Fauzi foi um grande artista e deixou obras incomparáveis.
A espera de mudança

Eu enxergo Ipiaú, atualmente, como uma cidade que não tem nada. Está completamente desorganizada e não tem um lugar pra sair e se divertir.
 “ A cidade precisa de um cinema, uma casa de cultura e lembrar de quem merece. Ipiaú no meu tempo tinha mais cultura, tinha mais festa. Aqui não tem um lugar pra gente sair, visitar um lugar legal. O Clube Rio Novo e o cinema não podiam ter acabado. Ipiaú está completamente desorganizado” pontuou Sumaia. 
Para completar, Sumaia ainda ressaltou que não tem nada a reclamar da vida
“Da minha vida não tenho nada a reclamar, sou muito feliz. Só sei que no meu tempo era bem melhor que agora. Não sou ninguém para pedir, mas a certeza é que a gente deseja o melhor para a cidade. Eu nasci e fui criada aqui e eu quero bem da minha cidade querida de Ipiaú” Finalizou Sumaia.


Vicente Andrade 
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