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BOTE FÉ! Jornalismo a Favor da Cidadania!

Artigo de Osires Rezende: COMUNICAÇÃO E CIDADANIA.



O Blog Vicente Andrade foi criado com o intuito de debater assuntos pertinentes que envolvem a nossa comunidade. Além disso, é um espaço para que todos possam exercer o direito de liberdade de expressão garantido pela Carta Magna do nosso País.

Seja qual for o ponto de vista ou seguimento filosófico ou ideológico que prefere seguir, este blog é a favor da cidadania e não pode privar a ideia ou opinião de senhor ninguém. Vamos ao que interessa. 
  
Um caso que ocorreu em nossa cidade de Ipiaú do radialista famoso que agrediu a ex-mulher na escola onde ela trabalhava rodou o Brasil e o mundo. Foi perceptível a indignação da população quando soube do fato. Pais de alunos utilizaram o whatsapp para expressar a tamanha indignação. Cidadãos ipiauenses também expuseram a indignação nas redes sociais.    

A Bahia pede pressa para apurar o caso e ouvir as testemunhas que presenciaram o fato. 

O radialista foi indiciado pela Lei Maria da Penha e a comunidade questiona o porquê que o radialista famoso ainda segue fazendo o programa da emissora em que trabalha.    
     
O Artigo a seguir  foi escrito pelo Ipiauense Osires Rezende:
      


Osires Rezende utiliza o direito de expressão para abordar o que sente 

Evidente que não sou especialista, mas a lógica do bom senso me dá o direito constitucional de me expressar e exigir que os responsáveis cumpram com os seus deveres.

O blog BOTE FÉ publicou uma corajosa crônica da doutora Elis Matos denunciando um fato odioso, a indignação me invadiu e fiz diversos comentários, a emoção não é boa conselheira, mas relendo-os não tenho motivo nenhum para me auto censurar, minha primitiva, atávica, sei lá, ânsia por justiça não resvalou para a irracionalidade, exigi esclarecimentos e na forma da lei, mas o fato é tão indigno, atenta tanto contra os princípios da civilidade que precisa realmente ser esclarecido e devidamente punido na forma da lei, e pelas informações acrescentadas, a mediocridade e a miséria moral vigentes conjuram para a contemporização e isto resvala para a infâmia que afronta a cidadania.

A banalização, a naturalização do mal já foi estudada pela filosofa Hanna Arendt, não se pode tergiversar com o mal e conclamei os amigos a se manifestarem e foi uma opinião radicalizada que me deu subsídios para estas reflexões.
Os meios de comunicação exercem um função social e são regidos por normas formais e informais, no âmbito das normas informais engendra-se uma cultura do politicamente correto que precisa ser debatido, assim é que tenho amigos negros, judeus e homo afetivos que se auto criticam bem humorizadamente fazendo piadas de gosto duvidoso, digamos assim, por exemplo um amigo homossexual espirituosíssimo gozando um outro amigo me diz, “isso aí Osires é carteirão só pega bofe porque tem dinheiro” caímos na gargalhada e isso não quer dizer que somos homo fóbicos, mas os adeptos do politicamente correto por certo tentarão nos engessar.

O parágrafo acima se torna necessário, pois recentemente uma famosa emissora de comunicação demitiu um seu funcionário por “supostas manifestações racistas” e o jornalista William Waack foi exposta à execração pública, devo admitir que por infantil preconceito, considero a citada rede de comunicação um tanto nefasta, não tinha maiores informações sobre o senhor Waack, mas depois deste caso li vários depoimentos de colegas dele, inclusive negros, atestando a sua competência e da sua condição de não racista, a sua punição seria mais devido a sua independência.

Ora! Vai uma distância significativa entre as declarações do senhor Waack, inclusive divulgadas fora do âmbito do seu trabalho, com a invasão de uma instituição de ensino público infantil e a agressão física de uma sua funcionaria. Contemporizar com tal brutalidade é regredirmos à barbárie, a lei do mais forte, fazer justiça com as próprias mãos, mas não contentes com tal bestialidade se dão ao desplante de se utilizarem, segundo informações, da própria emissora para se justificarem, o agressor seria um radialista.

Nenhum de nós está a salvo de cair na tentação de cometer algum desvario, o Estado de Direito nos dá a oportunidade de nos defendermos na instancia adequada, não temos como avaliar as sequelas desta agressão nas crianças, na funcionária agredida e na sociedade como um todo, então o agressor tem o direito de se defender, mas na instância jurídica pertinente. Agora, as autoridades competentes contemporizarem com tal brutalidade aí estarão cometendo um crime inominável e a cidadania precisa reagir.

A direção e os proprietários da emissora, que é uma concessionaria pública, abrirem espaço para o seu radialista justificar a sua boçalidade o seu manifesto despreparo que desonra toda a categoria é uma prova concreta de ignorância, irresponsabilidade ou mesmo mal caratismo de desrespeitar as normas formais que regem o seu funcionamento, pelo que sei eles têm agora a obrigação de abrirem espaço equivalente para os que se sentiram agredidos também apresentarem suas explicações.

A omissão dos agentes públicos, Ministério Público, promotor, juiz de direito, delegado de polícia e os responsáveis pela creche é muito grave, afinal eles são responsáveis pela correta aplicação das leis, no plano nacional setores do judiciário reivindicam um protagonismo para a consolidação e aperfeiçoamento da cidadania, tal omissão, indolência provinciana funciona como que um incentivo, uma legitimação ao infanticídio, feminicídio, crime de lesa humanidade, não sei, talvez eu esteja exagerando, cadê a OAB, será que seus membros só cultuam a cultura da ganância?

Por fim um esclarecimento, este texto é resultado da generosidade das conterrâneas Simone Sá e Valdelicia Nery Menezes que criaram um grupo na internet AMIGOS DE IPIAÚ – Destinado aos ipiauenses e amigos de Zaru Osires Vieira, senti-me lisonjeado com a deferência, e apareço como administrador, não sei como funciona e deixo rolar as mais diversas opiniões, os extremistas, embora um tanto perigosos, são necessários ao processo civilizatório. Foi neste grupo que o Blog BOTE FÉ também publicou a denúncia da doutora Elis Matos. O doutor Paulo Marambaia não é um radical qualquer foi agraciado como membro honorário da gloriosa Força Aérea Nacional, da campanha da FEB, do CORREIO AÉREO NACIONAL e de outros serviços prestados a nação e dele cobrei solidariedade na luta contra a violência sexista. Ele mostrou-se firmemente contrário à violência contra as mulheres apresentando soluções radicais contra os agressores, PENA DE MORTE, CASTRAÇÃO QUÍMICA, PRISÃO PERPÉTUA, como vêm ele é como Cazuza, é mesmo um exagerado, e de quebra denunciou o oportunismo do feminismo me obrigando a reler o texto da doutora Elis Matos.

Não sei se o doutor Paulo Marambaia se referia especificamente a este texto eu não detectei nenhum oportunismo nele, apenas coragem e uma saudável consciência cidadã, mas comporta alguma crítica que espero que a conterrânea Elis Matos compreenda.

Nota-se no texto alguma influência deste tal globalismo que me soa artificial e traz também implícito esta ideia do empoderamento feminino, não tenho nada contra, mas há variados tipos de empoderamentos, um boçal e oportunista absolutamente estéril que preconiza dissensões artificiais, e o autêntico, não sei se as feminista vão concordar mas entendo como empoderamento feminino autentico Emile Bronte que numa sociedade patriarcal constrói um clássico da literatura universal, O Morro dos Ventos Uivantes, e o da cantora Kate Bush que nestes nossos modernosos tempos utiliza-se do tema para interpretar uma bela música.

Entendo também que Elis Matos seja contra todo tipo de violência, mas o empoderamento boçal pode entender que a luta contra a violência contra as mulheres seja mais premente, e seria um imperdoável equívoco, para construirmos uma sociedade realmente civilizada temos que ser contra todo tipo de violência, contra crianças, contra velhos, contra animais, contra o meio ambiente – uma das maiores violências contra todos nós foi o rompimento de uma barragem de rejeitos químicos de uma mineradora em Minas Gerais e a omissão das autoridades – e também a violência contra a nossa cultura com os rejeitos culturais, lixo da pior qualidade que nos impõem e aí doutora Elis Matos, mil perdões, mas a senhora cometeu uma violência, eu não tinha notado, contra a nossa bela língua portuguesa, não existe isso de juntxs isso é uma grande bobagem que querem nos impor querida conterrânea.

VAMOS TODOS JUNTOS EXIGIRMOS RESPEITO À CIDADANIA.

Osires Rezende
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