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VIVA AS IRMÃS MIRABAL


"SE ME MATAM, LEVANTAREI OS BRAÇOS DO TÚMULO E SEREI MAIS FORTE".


Com estas palavras Minerva Mirabal respondeu as ameaças da ditadura de Rafael Trujillo, Na Republica Dominicana, uma das mais infames e covardes que se tem conhecimento, tão infame, tão covarde que no dia 25 de novembro de 1960 não hesitou em forjar um acidente automobilístico para camuflar os assassinatos de Minerva, suas irmãs   Patria e Maria Teresa, e do motorista Rufino de la Cruz.
Eram quatro irmãs, além de Minerva, Patria e Maria Teresa, Ángela Bélgica "Dedé" Mirabal, nascidas em família abastada, com diplomas universitários, casadas e mães, militavam contra a ditadura.
Ángela escapou a emboscada e ajudou a tornar realidade o vaticínio da sua irmã  Minerva denunciando o assassinato, os ditadores de qualquer matiz chafurdam no opróbrio e as irmãs Mirabal são hoje um símbolo da Republica Dominicana, além de um Estado com o nome delas, há um monumento numa avenida central da capital Santo Domingo e um museu em homenagem a elas, e desde 1981 quando se realizou em Bogotá na Colômbia o primeiro Encontro Feminista da América Latina e do Caribe, a data de suas mortes se converteu num símbolo da luta contra a violência e em 1999  a ONU  transformou o dia 25 de novembro no dia internacional da luta contra a violência contra as mulheres.

57 anos após tal infâmia, em Ipiaú, um radialista  invade uma creche, agride uma professora, traumatiza crianças. A prefeita, a vice-prefeita, câmara de vereadores,  os proprietários e a direção da emissora de rádio, parece se mancomunarem e  armam uma conjura para transformar o agressor em vitima e humilhar a agredida e afrontar a sociedade. Autoridades competentes do Ministério Publico e a consciência cidadã parecem anestesiados, mas  os braços das irmãs Mirabal erguem-se do túmulo e vergastam impiedosamente tal miséria moral.

Osires Rezende
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