Bote Fé!

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domingo, 23 de abril de 2017

Lançamento: As portas do Éden



Paulo Magalhães organizador do livo As portas do Éden (Foto Vicente Andrade) 

O ipiauense, advogado e professor, Paulo Magalhães, esteve em Ipiaú recentemente para colher fotos e depoimentos de pessoas sobre algumas histórias de Ipiaú.

A atividade foi para integrar o livro, Às portas do Éden, que será lançado em Junho, aqui na cidade.

A obra já estava sendo confeccionada há muito tempo, desde 2002 e, agora, já está em fase final para ser impresso.

De acordo com o organizador da obra “a composição do livro é marcada por depoimentos que além de contar a história do Cine Éden de Ipiaú, também conta um pouco da história do município”.

Ipiaú 1964 ( Acervo fotográfico de Paulo e Rita Rezende) 


Paulo ainda complementou que:

“O livro está excepcional e entre idas e vindas está pronto. Ele abrange a poética de José Américo Castro e o imaginário Coletivo de Ipiau”.

O livro é composto por 272 páginas divididas em 8 capítulos. Para Paulo a obra será como um cinema, onde o leitor será um telespectador de histórias emocionantes.  

de chapéu Márcio Passo.s Os outros integrantes não foram identificados  


“A obra é dividida em 8 rolos e o leitor será um telespectador, como se estivesse no cinema. O livro vai abordar as questões sociais da época, a poética de José Américo Castro e também é uma homenagem aos cronistas visuais”, relatou Paulo.

Ainda de acordo com Paulo, o livro propõe quebrar paradigmas.  
Entrevista completa você acompanha no Bote Fé desta quinta feira (27), às 21 horas pela sintonia da 105,9 Radio Livre Comunitária de Ipiaú.


Vicente Andrade  
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sábado, 22 de abril de 2017

Utilidade pública: Mãe de família realiza feijoada para não perder a casa



Dona Sueli e o filho 

Todos nós sabemos que o nosso país está em crise. O pior disso tudo é a exacerbação da corrupção que se espalha como rastro de pólvora em todas as esferas governamentais.
Para piorar quem tem que pagar a conta é o povo trabalhador que luta diariamente para pagar as contas e ainda se virar para conseguir o pão para alimentar a família.
Milhares de pessoas estão desesperados para sobreviver e buscando vias para viver dignamente.
O blog Vicente Andrade tem uma missão de ressaltar os anseios da comunidade e ao mesmo, oferecer espaço para que os sem voz solte a voz e desate o nó preso na garganta.
A Sueli dos Santos
Dona Sueli é moradora do Bairro ACM de Ipiaú, sempre morou de aluguel e sabia das inseguranças da moradia de aluguel.
Percebendo todas as dificuldades, o filho de Dona Sueli, resolveu financiar uma casa própria pela caixa econômica federal, por azar, o mesmo perdeu o emprego nas obras da ferrovia e assim não teve como pagar as parcelas da casa própria.
Como o banco não tem coração e sim, grandes cofres para acumular dinheiro, dona Sueli pode ser despejada a qualquer momento.
E com fé e luta ela pede às autoridades que a ajudem como puder. Em vista para ajudar dona Sueli, amigos e vizinhos decidiram promover uma feijoada beneficente para arrecadar a grana e acionar o seguro para garantir a moradia enquanto o filho arrume um emprego para honrar os compromissos.
A feijoada beneficente
Você pode contribuir com a conquista de Sueli comprando um bilhete da feijoada, que será realizada no dia 30 de maio, de 2017.
A feijoada será servida no Jardim Europa, Av Espanhol, nº 403, casa 25, no Bairro ACM, de Ipiaú.
O valor do bilhete é 10 reais e você vai comer uma deliciosa feijoada. Os interessados que queiram contribuir pode entra em contato com o Blog Vicente Andrade ou com a professora Celiana Gabriel, por meio do telefone 991992056. Participe!
Vicente Andrade  
   

   
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A história de farinha perdida e sem jeito


 
Farina perdida e sem jeito é um casal de perdigueiros que vivem juntos ha tempo. Não tem donos e ficam vagando por ai, sem eira e nem beira.

São cãezinhos dóceis e representam uma fonte de amor incondicional entre eles. Vivem da caça e dos restos de jaca que caem no chão.

Farina perdida é uma cadela pé duro que gosta muito de jaca e acompanha seu companheiro (sem jeito) no dia a dia. Já o sem jeito é um cachorro cheio de travessuras e que oferece para sua companheira o amor e afeto.

Chova ou faça sol, eles se entrelaçam dividindo o pão e servindo de escudo um para o outro.

Numa certa ventura, os dois saíram para caçar, foram em busca do alimento para suportar a fome do dia.

Tudo estava sendo visto de cima e nos mínimos detalhes. A orelha do Sem Jeito levantou e o faro aguçou quando de longe uma folha balançou e um ligeiro bicho passou saltitante subindo numa gameleira.
A perseguição foi de curtos segundos que gerou expectativa para Sem jeito alcançar o bicho. Ele não sabia o que era, mas estava com a sede de descobrir. Em instantes o bicho sumiu, desapareceu, do campo da visão do cão faminto. E daí, ele ficou a latir em vão.
Enquanto isso, Farinha perdida se deliciava num pedaço de jaca como se fosse carne e o sem jeito, mais uma vez, foi enganado por um mico.


Vicente Andrade          
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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Uma homenagem ao Edvaldo Santiago: Memória viva de amor por Ipiaú


Edvaldo Santiago e Wanda Santiago (foto Vicente Andrade)


Mesmo que tivesse todo o conhecimento do mundo, do tempo, de linhas de um caderno ou qualquer coisa especifica, não seria o suficientemente para descrever, decifrar e contar a grandiosidade das ações, atividades e vida do grande mestre, Edvaldo Santiago (Professor Tatai).
Não tive o prazer de ser aluno do professor Tatai, por outro lado, obtive a graça de ouvir diversas histórias e poder passar algumas horas com ele para absolver um pouco de conhecimento de uma memória viva ipiauense e que ainda tem muito a ensinar as pessoas. Além da trajetória de vida emocionante, o professor Tatai é de uma grande simplicidade incomparável regada pelo amor no coração pela esposa, família e povo de Ipiaú.

Nesse singelo trabalho quero deixar no tempo um legado, um registro imortal de uma personalidade que sonha e que ama.  Que possui uma alma grande de consciência sobre a vida e que sempre nos deixará lembranças e histórias vivas. E que elas sirvam de incentivo para o presente e para a futura geração, que ascenda a consciência das novas gerações para que aviste no horizonte algo promissor para a evolução da nossa querida Ipiaú.
Conversei com o professor Tatai nesse domingo (16) de Páscoa, um dia especial para os cristãos que acreditam na ressureição de Cristo.
Ficamos horas conversando, ouvir atentamente tudo o que me dizia para poder relatar um pouco da história e sentimento do professor. Também para registrar na história o legado deste honroso homem que fincou seus pés em Ipiaú construindo o avanço e obtendo admiradores pelos quatros cantos da cidade.
Como chegou a Ipiaú e o retrato da infância
Professor Tatai nasceu na cidade de Nazaré das Farinhas, não conheceu os pais e foi criado com a ajuda de uma irmã, tia e três irmãos. Tempos difíceis que ficaram lá atrás e que não foram motivos para fechar o caminho de Tatai.

“Fui morador na celebre casa situada no Beco do Padre Antunes, em Nazaré das Farinhas, numero 9. Minha história é tão humilde e pobre que não tenho fotos da minha infância. Era muito raro tirar fotos, só comecei a tirar fotos depois do celular. Ai bom, tirei várias (risos)” explicou Tatai.  
  
Durante a infância foi criado num Orfanato chamado Clementes Caldas. De acordo com Edvaldo, o orfanato era destinado aos pobres e o colégio era para quem tinha mais condições.
Mas ele, desde cedo, soube estudar e por ser destaque no orfanato conseguiu uma vaga no colégio e assim, completou o ginásio em 1942.
O apaixonado por Wanda Santiago

Após adentrar no ginásio, Tatai conheceu diversas pessoas, entre eles, algumas de Ipiaú. E foi da família Castro que ele recebeu o convite para conhecer Ipiaú. Durante a visita a cidade se hospedou no casarão dos Castros por um tempo.

“Cheguei a Ipiaú em 1947, tinha 17 anos e por acaso conheci a minha menina, que hoje é minha esposa Wanda” ressaltou Tatai.

Na sala os livros e fotos de familiares marca a história do professor 


A paixão e o amor que sentia por Wanda fez o professor Tatai se instalar em Ipiaú fincando as raízes nessa cidade. Ao todo são 8 filhos, 17 netos e 11 bisnetos.

O alfaiate e a bordadeira

Chegando a Ipiaú, o professor Tatai começou a trabalhar como Alfaiate fazendo peças de roupas para colegas e celebridades da cidade.
Tatai afirmou que chegou a fazer entre 30 e 40 peças de roupas por mês. Era o trabalho que tinha para se sustentar.
Após firmar o namoro com Wanda, o casal começou a trabalhar juntos. Enquanto ele fazia roupa, ela bordava.
A queda do cacau
Em bom tom, Tatai, ressaltou que com a queda do cacau teve que deixar a profissão de alfaiate para dar seguimento aos estudos. E assim o fez.
Em 1964, passou no concurso e foi nomeado para ser professor do Colégio do Estado. Além disso, ensinou no Celestina e no Colégio Rio Novo. A partir disso, ele foi um dos percussores para a formação de médicos, professores e tantas outras profissões escolhidas pelos cidadãos ipiauenses. Várias gerações passaram pelas mãos de professor Tatai.
Em busca de conhecimento   
Mesmo diante da luta pela sobrevivência, os dois apaixonados, não deixaram de estudar e logo seguiram a vida como professores.
O professor Tatai não se acomodava e sempre vivia em busca de conhecimento.
Em 1967 ingressou no curso de psicologia e filosofia. Já em 1977, com 51 anos de idade, se formou em direito e começou a advogar.
De acordo com Tatai, ele já chegou a fazer júri com Euclides Neto.
“Foi uma luta, ia para Itabuna estudar todos os dias. Já estava muito cansado e com muita luta me formei em direito com 51 anos de idade. Já fiz júri junto com Euclides Neto, meu mentor na área de direito” frisou Tatai.
Criações   
Além de contribuir com a implantação do Colégio Estadual de Ipiaú, o professor Tatai também ajudou a formar o time do Independente de Ipiaú, o Rotary Clube e também a Maçonaria.
Tatai será homenageado em breve pelo Rotary Clube de Ipiaú, na cidade de Porto Seguro pela importância dele para o nosso município e por ter ajudado a criar o Rotary.
O político  
Sua paixão por Ipiaú e pelo desejo de contribuir com o bem do povo adentrou na política.
Ao todo foram oito mandatos como vereador e uma rica bagagem de benfeitorias na cidade. Até hoje muitas pessoas são agradecidas ao professor pelo empenho, simplicidade, humildade e carinho que sempre teve por todos.
Professor Tatai ressaltou que não quis sair candidato a prefeito porque não sabia dizer não a ninguém e como vereador seria melhor que prefeito, pois, ajudava mais o povo.
Ele ainda ressaltou que não entende a briga politica um com o outro. Acha estranha essa briga pelo poder sem razão. Sabendo que as ações devem ser em razão do povo e não para benefícios próprios.  
A Saúde
Foram anos contribuindo com a evolução da nossa cidade e até hoje o professor Tatai está lucido e cheio de ensinamentos para passar para todos nós.
Sem sombra de dúvida, não dar para negar o legado deste homem que tudo fez para melhor servir ao nosso município.
E servindo com amor se destacou, marcou a história e está vivo para poder escutar, ler, ver e sentir esta pequena homenagem para lhe oferecer mais um pingo de felicidade e admiração.    
Mesmo que o mestre esteja cansado pelo tempo, pelas atividades e trajetória de vida realizada, ele está vivo, sentindo o amor de familiares e amigos que fazem questão de sempre consultá-lo para ouvir os ensinamentos e oferecer a mão para este homem que muito fez por todos nós.
Em meio à conversa, ele ressaltou que está na hora de pendurar a chuteira e assistir o jogo na arquibancada. Já é tempo, até mesmo pela luta, são mais de 75 anos em Ipiaú, trabalhando e seguindo a vida que Deus o deu. O mais gostoso é que ele está feliz, forte e sentindo os prazeres da vida, no sorriso bonito de Dona Wanda, no abraço apertado dos amigos e pelo carinho incondicional que recebe dos familiares e amigos.

Tenho a convicção que a vida do professor Tatai só esteja começando e ainda iremos comemorar e realizar diversas homenagens para compor, ainda mais, a gratidão pela vida.

O Bote Fé

O bate papo com o professor Tatai foi de muito aprendizado e de grande relevância para dar seguimento ao que ele sempre pregou. O amor e o bem ao povo ipiaunse.  

E assim, ele relembrou em melodia o hino de Ipiaú e deixou um abraço forte extensivo para a comunidade.

O programa Bote Fé! Você é a Sua Salvação! Programa Jornalístico a Favor da Cidadania, dessa quinta-feira (20), realizou uma homenagem ao professor Tatai.

Além da entrevista com o mestre, diversas pessoas que foram alunos dele relataram o carinho e gratidão que sentem por Edvaldo Santiago.
Externo com muita felicidade o prazer de realizar esta breve homenagem ao Edvaldo Santiago (professor Tatai).
          

Vicente Andrade 
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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Projeto cultural e os possíveis custos e benefícios para Ipiaú






Todos nós sabemos que a nossa cidade é rica culturalmente, pois, existe uma gama de artistas escondidos pelas periferias, praças e avenidas de Ipiaú que lutam por um espaço.    

O Cine Éden acolheu diversas atrações musicais e artísticas entre os anos de 1927 e 1980. Além disso, sempre foi um espaço voltado para certa elite ipiauense que tinha dinheiro para entrar no espaço.

Infelizmente, com o passar dos anos, tudo se transformou e o Cine Éden chegou ao apogeu. Não cheguei a alcançar o Cine Éden, mas já ouvi muitas histórias.

Foi um espaço riquíssimo em relação a cultural, diversas pessoas se reuniam para conversar e assistir a um filme ou peça teatral. 

A casta excluída

Enquanto poucos se divertiam na sala do cinema, uma boa parte da população não tinha acesso, por exemplo, trabalhadores rurais, comunidade das periferias, garis, enfim, poucos usufruíam do Cine Éden.

Por volta do ano de 1991, a faixada do Cine foi tombada como patrimônio artístico da cidade, ou seja, a entrada do espaço não pode ser modificada, já o interior do espaço pode sofrer reformas, alterações e até pode ser vendido para quem tiver interesse.

O movimento para que o tombamento fosse feito agregou muita gente em prol da luta pela preservação da faixada.

Até pouco tempo atrás, o Cine Éden era utilizado por uma Loja de eletrodoméstico e todo fim de mês eles pagavam aluguel. Após algum tempo, a loja foi para outro lugar. Na porta do Cine existe um aviso, aluga-se este espaço.

Por um novo Cine Éden

Há um tempo, o ipiauense Adenilson Silva, enviou um pedido para a então senadora Lídice da Mata e o ex-ministro da cultura Gilberto Gil (época do governo Lula), em 2005, para recuperar o Cine Éden. Passaram longos anos e o caso ficou por isso, nada foi feito. Adenilson é uma das pessoas de Ipiaú que já esteve lutando pela revitalização do Cine Éden e nenhum político levantou o dedo para fazer algo.

Na época, Lídice da Mata apenas enviou uma indicação para o ex-governador Paulo Souto e também para o ex-prefeito de Ipiaú, José Mendonça. Infelizmente, nada passou de pedidos e indicações.

Neste momento é muito salutar uma luta pelo Novo Cine Éden, mas, como o momento é de crise e os investimentos estão cada vez mais escassos é bom pensar um pouco nos custos e benefícios.
Qual o custo que o município irá arcar em relação à revitalização do Cine Éden?
E o que irá proporcionar de avanço concreto para a comunidade?

Prioridades

Ultimamente têm surgido movimentos e protestos em Ipiaú lutando por direitos. Os ocupantes do Horto Florestal lutam por moradia, já as manifestações foram para receber a cesta básica. Não seria justo negar esses movimentos e esquecer que centenas de ipiauenses estão desempregadas e tantos outros, vivem a margem da pobreza.

Existem centenas de prioridades para serem sanadas em Ipiaú. O saneamento básico da cidade, que ainda não atende a população por inteiro, precisa ser feito urgentemente. A educação ainda precisa de investimentos maiores para atender os anseios dos professores e estudantes. Estes problemas já poderiam ter sido resolvidos há muito tempo e tudo continua na mesma.

Os donos do espaço do Cine Éden

Seria necessário conhecer a realidade de Ipiaú para alçar um novo caminho e planejar como serão os gastos com o dinheiro público.
O espaço do Cine Éden tem dono. O Blog Vicente Andrade foi à busca de informações e chegou a conversar com um dos donos. Atualmente o espaço do antigo Cine Éden é de seis pessoas.

Conversando com um dos donos, o mesmo não quis se identificar, se colocou disposto a negociar.

“Olha Vicente, estamos dispostos a negociar, ainda não recebemos nenhum manifesto da prefeita sobre a decisão que ela vai tomar” frisou.

Além disso, ele complementou que, “é importante saber que também iremos vender o espaço pelo preço de mercado e não por qualquer valor” concluiu.  

Avaliação do custo e beneficio

Conversando com alguns corretores da cidade, o valor do espaço do Cine Éden foi avaliado em dois milhões de reais. Além do tamanho, o espaço se encontra no centro da cidade.

Além do custo da compra, ainda tem custos com a reforma e implantação de um Novo Cine Éden.  Não vai ficar barato e carece de muitos investimentos para revitalizar o Cine Éden. Este investimento poderia ser aplicado em outras áreas como a saúde, a educação e também o social. Também poderia fazer um cinema itinerante, levar mais um pouco de cultura para os bairros.   

Uma possível saída

Perto do antigo Cine Éden tem o Rio Novo Tênis Clube, está abandonado faz tempo e a piscina está cheia de água podendo causar a disseminação de mosquitos prejudicais a saúde pública. O espaço do clube pode ser um belo centro cultural   moderno abrigando o museu, teatro, cinema, e tantas outras coisas.

O clube tem um espaço bem maior que o CINE e pode ser desapropriado com mais facilidade e não será necessário indenizar a ninguém.

Também tem outro espaço na antiga feirinha que está abandonada e que daria um ótimo espaço para desenvolver a cultura, instalar o cinema e outras coisas mais. Seria bom avaliar os interesses, objetivos, custos e as prioridades.  
Processos tectonológicos 

Com os processos tecnológicos, o meio digital, os cinemas tem perdido espaço, uma vez que a internet e os canais fechados têm atraído às pessoas a assistir filmes em casa.

Que tal incentivar o cinema itinerante para desenvolver a cultura de ir ao cinema? Capacitar jovens e adultos a promoverem os próprios vídeos?

Nada melhor que oportunizar espaços e planejar uma cidade que atenda os anseios da comunidade ao invés de simplesmente abrir um espaço apenas para preencher o vazio e cair no esquecimento novamente.

Que bom que estão surgindo movimentos que lutam por algo.       


Vicente Andrade

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terça-feira, 18 de abril de 2017

Utilidade Pública: Após séries de matérias Rio Novo Tênis Clube poderá ser desapropriado


 


Após uma série de reportagens, feita pelo Blog Vicente Andrade, sobre o estado físico e decadente do Rio Novo Tênis Clube de Ipiaú, parece que surgiu efeito.

A denúncia de um possível abandono alertou a comunidade sobre as consequências que podem sofrer com o espaço jogado ao leu.

Além disso, informou os benefícios que podem ser gerados para a comunidade com a desapropriação ou tombamento.  Confira matérias aqui!

Comunidade participativa

Várias pessoas compartilharam a informação e muitas outras comentaram ficar triste com a situação. O clube já foi palco para a diversão dos ipiauenses que conheceram o espaço.   

O clube poderá ser desapropriado para que possa ser revitalizado e transformado num espaço público. Daí é só planejar e utilizar o clube para uma multiplicidade de atividades escolares, esportivos e culturais.

Poder Público Legislativo

Por meio do requerimento de nº19, do Vereador Cláudio Nascimento, a Câmara de Vereadores enviou para a prefeita Maria das Graças o pedido para iniciar a desapropriação do Clube.

Assim como foi apresentado na matéria, o Clube Rio Novo pode estar em debito com o município em relação ao IPTU. Na mesma matéria foi exposta a lei que garante a desapropriação de qualquer espaço que esteja abandonado. É um processo legal e basta ter boa vontade política para que sejam iniciados a desapropriação ou tombamento.

Em contato com o vereador Cláudio, ele pediu a realização de uma audiência pública e também pediu o apoio da comunidade para apoiar a causa.


Vicente Andrade
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segunda-feira, 17 de abril de 2017

CEPLAC 60 ANOS - COMEMORAR O QUE?



Por Osires Rezende
(Dedicado aos amigos Dilson Araújo e Dorcas Guimarães)
 


Que o idealismo de Juscelino Kubitschek a tenha concebido como uma instituição científica, imprescindível para o desenvolvimento da nossa região, só a insensatez pode por em dúvida, mas a CEPLAC deu azar, não teve tempo de consolidar a sua  identidade com um corpo técnico soberano e foi atropelada pelo regime de exceção de 1964. Ciência submetida à ideologia não pode dar certo. 

Visitei uma fazenda em Banco Central  onde velhos trabalhadores me mostraram diversos "pés de cacau"  argolados, identificados com plaquetas do Instituto Agronômico,  comprovando assim as informações de Geraldão, como respeitosamente nós estudantes denominávamos saudoso mestre da Escola de Agronomia da UFBA em Cruz das Almas, que em ontológica aula  nos demonstrou  como a natureza foi pródiga com a nossa região, nos doando um clima  e terrenos propícios  ao cultivo do cacaueiro sem os seus inimigos naturais da Amazônia, nos advertiu  da nossa responsabilidade de agrônomos para com as futuras gerações e nos informou que as pesquisas agronômicas na nossa região se iniciaram na década de 1930 com técnicos do Instituto Agronômico criado no governo de Getúlio Vargas.  E aí ele se permitiu  a uma cautelosa, mas bem fundamentada e devastadora crítica à  certas boçalidades da CEPLAC, que inicialmente teria dado prosseguimento as  pesquisas do Instituto Agronômico, mas ao submeter-se aos áulicos do regime tinha abandonado tais pesquisas e submergido no ufanismo primário. É a boçalidade dos despeitados em estado puro, nunca ciência.

Colegas estudantes de Ilhéus, Itabuna, Buerarema,  só faltaram crucificar o professor e quando timidamente ponderei a favor do mestre eles me esnobaram como se eu fosse um traidor da região, então estive algumas vezes no gabinete do mestre e foram conversas prazerosas que não absorvi integralmente, mas ainda agora me recordo do seu riso cordato; "politicagem é fácil, política para o bem comum é difícil, e ciência é para os honestos que têm compromissos com a verdade, com a humanidade”.

A bem da verdade e para sermos justos há que se ressaltar que não se pode debitar aos militares o titulo  de maior inimigo da CEPLAC e da nossa região, tal gloria cabe ao chamado czar da economia de então, o senhor Antônio Delfim Neto, que empolgou todo o poder e inventou a megalomania de sermos o maior produtor mundial,   usurpando recursos da região para financiar plantios de cacau no Pará, no Acre, em Rondônia e até no todo poderoso São Paulo, uma  insanidade que a incipiente consciência civilizada da região e a CEPLAC não tiveram a lucidez e forças para denunciar e resistir.

Com a constituinte perdeu-se uma boa chance de libertar a CEPLAC da politicagem.

Desgraçadamente com a democracia vivenciamos a tragédia, já anunciada, (com o deslocamento de material genético sem barreiras fitossanitárias adequadas, decididamente a CEPLAC  falharia nesta implícita missão de proteger a nossa região) e fomos premiados com a introdução da vassoura de bruxa. Mas esta tragédia supera a surrealismo politiqueiro da leviandade irresponsável  e resvala para a infâmia quando Dilson Araújo e Dorcas Guimarães, destemidamente,  disponibilizam um documentário  com denuncias candentes de que esta contaminação não foi por mero acaso, mas sim um crime perpetrado por agentes ligados à CEPLAC. Não se trata de ressentimentos, revanchismo ou mera disputa politiqueira, a ética, a civilidade, a cidadania e principalmente a Ciência exigem esclarecimentos. É um crime inominável e imprescritível. É reconfortante e altamente significativo que Dilson Araújo e Dorcas Guimarães tenham se posicionado ao lado da, por assim dizer, histórica  resistência democrática ipiauense. É  inaceitável e absolutamente incompreensível à omissão da CEPLAC diante destas denuncias, "Quem cala consente."

Talvez agora, mais que há 60 anos,  a nossa região necessite  de uma Instituição Científica, motivada, para enfrentar os desafios, mas ao completar sessenta anos, se não  exigir o esclarecimento deste crime,  a CEPLAC  estará traindo a Ciência e a nossa região e  não terá nada o que comemorar, é até nefasta para a nossa auto estima, como conviver com quem nos traiu? Não é esta a Instituição Científica que precisamos.  Será que nos seus quadros  não tem  sequer um  doutor que tenha estudado com mestres da estatura do doutor Geraldo?

Enquanto não solucionarem, esclarecerem  este crime, com a maior transparência, observando a legalidade constitucional, Vicente Andrade tem a minha autorização para republicar, adequando a data, este meu grapiúnico desabafo em qualquer comemoração da CEPLAC, por agora só nos resta recorrer ao nosso maior poeta, Jorge Amado, porque só rindo, ridicularizando os boçais, se supera o mal  da omissão.

Com esta omissão, aos sessenta anos, a CEPLAC não conseguiu produzir um conhecimento, a credibilidade que justificasse a reconhecermos, pelo menos, como uma respeitável Tereza Batista Cansada de Guerra,   chafurda na luxuria da falsa ciência, se acomodou e se compraz a desempenhar o indigno papel de impudica rameira de luxo, vulgar, devassa, pervertida  que se submetem as depravações vaidosas, lubricas dos complexados, medíocres,  boçais,  chibungos sub-rogados,  apaniguados, subservientes baba-ovos dos poderosos  traidores de plantão.

Com sua licença, Capitão Natário da Fonseca, um beijo em dona Jacinta Coroca do xibiu apertado.
Até mais ver.


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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Estudante da UNEB de Ipiaú convida a comunidade para participar de palestra sobre os desafios da administração nesta segunda(17)


Leandro Souza convida a comunidade para participar de palestra sobre os desafios da administração
foto (Ricardo Souza)

No Bote Fé dessa quinta-feira (13), o estudante da primeira turma de administração da UNEB de Ipiaú, Leandro Souza, convidou a comunidade de Ipiaú a participar da palestra sobre a profissão do administrador: oportunidade e desafios.

O evento que está previsto para iniciar às 19h acontece nesta segunda-feira (17), no Campus XXI da UNEB, em Ipiaú.

De acordo com Leandro Souza, não é necessário realizar inscrição prévia, porém quem quiser receber o certificado deve chegar mais cedo para preencher o cadastro e lista de presença.


Ainda de acordo com Leandro, o evento tem o objetivo de proporcionar aos alunos o acesso a informação sobre os desafios da administração e também promover a interação entre a universidade e a comunidade.

Além disso, Leandro Souza ainda ressaltou que os desafios da administração nos dias atuais é saber como gerir as empresas num ambiente de crise econômica, social e politica. Também expressou que o desafio maior é enfrentar a concorrência de um mercado globalizado para gerir de forma humanitária.

A palestra será proferida pela doutora em administração, Tânia Benevides, professora da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Participe!


Vicente Andrade    
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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Costelinha informa sobre adiamento da feijoada beneficente



Meus queridos amigos,
Planejamos com muito carinho a data e as atrações da nossa feijoada agora no Domingo de Páscoa. E escolhemos esta data pensando em proporcionar um delicioso almoço entre famílias e amigos, acompanhado de uma opção de lazer no último dia deste feriado prolongado, em que muitos poderiam estar cansados para preparar um bom almoço para aqueles que vem nos visitar nesta data especial.
Porém, devido a alguns imprevistos e por motivo de força maior, tivemos que adiar nossa feijoada para uma data a ser definida e divulgada brevemente e agradecemos a compreensão de todos ao mesmo tempo em que pedimos nossas mais sinceras desculpas aos que se programaram para curtir esse momento conosco.
Aos que já adquiriram seus bilhetes, garantimos o direito à feijoada ou a devolução do valor pago, conforme a sua preferência.
Esperamos contar com nossos amigos compartilhando este bom momento conosco!
Muito Obrigada!
Jéssica Félix


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terça-feira, 11 de abril de 2017

Ocupante do horto expõe realidade vivida e clama pelo direito a moradia durante sessão



Valdinéia de Jesus relata realidade dos ocupantes do Horto Florestal
Foto tirada durante a transmissão da sessão da Câmara pela internet

Durante a sessão da câmara desta terça-feira (11), o espaço foi aberto para os ocupantes do horto florestal de Ipiaú.

Em meio à simplicidade com as palavras, mas com o discurso verdadeiro, Dona Valdineia de Jesus, soltou o verbo em relação à situação dos ocupantes do Horto Florestal.

“Boa noite, eu tenho 33 anos e moro de aluguel. Estamos pedindo providência para ter um lar digno, estamos no horto porque precisamos. Vocês vereadores tem casa, tem comida farta e tem gente no horto que precisa e não tem comida em casa para dar aos filhos. Somos humanos e precisamos de ajuda, vereador quando precisa de voto vai à casa de cada um. Não sei falar, mas a minha expressão é do coração. Somos carentes, eu pago aluguel e ninguém da prefeitura foi lá pra fazer um cadastro ou até para conversar. La tem famílias e não tem nenhum criminoso. Estamos lutando por um lar. Olhem por nós, Vocês vereadores tem um bom salário para pagar a comida e a gente precisa de ajuda. O giro publicou uma matéria falando da ordem de despejo, mas ninguém foi lá para conversar com ninguém, nem da polícia e nem da prefeitura” pontuou Valdineia.

Hermínio de Souza, outro ocupante do Horto, relatou as dificuldades também.
Hermínio de Souza 


“Estamos no Horto para dizer que somos carentes e precisamos de ajuda. Somos pessoas do bem, somos pobres e carentes, mas somos humanos. Peço às autoridades que resolvam nosso problema, porque até meu salário é destinado para comprar remédios” frisou Hermínio.


Vicente Andrade
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Bote Fé! Jornalismo a favor da cidadania!

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Aula de Hidroginástica

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Luciana Calheira

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O costelinha

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