Bote Fé!

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terça-feira, 22 de agosto de 2017

Sobre ser mulher




Elis Matos é ipiauense, feminista, licenciada em Filosofia (UESC), bacharela em Comunicação Social (UESC), pós-graduanda em Gestão Cultural (UESC), no qual estuda os grupos culturais feministas do sul baiano, e mestranda em Linguagens e Representações (UESC), no qual centraliza sua pesquisa em Estudos de Gênero.

Por Elis Matos

Quando você parou de se autodenominar menina e passou a se chamar de mulher? Foi quando menstruou pela primeira vez? Foi quando transou pela primeira vez? Ou quando seu primeiro filho nasceu? Vou contar minha história para vocês. Mas, antes, prometam-me: cada um tem seu tempo, não vão julgar! Prometido? Então, tá. Vamos lá.

Faz pouco menos de um ano, que eu olhei meu corpo nu, no espelho, e vi liberdade.  Faz bem pouco tempo que eu me perdi da menina e encontrei a mulher que sou. Não estou falando aqui de puberdade, desejo, maternidade e coisa tal. Não é isso, se fosse isso, ganharíamos uma ‘certidão de mulher’ junto com a compra do primeiro absorvente, ou da primeira tabela de anticoncepcional (rs). Estou falando de autoconhecimento. Estou falando de liberdade. Tá, uma liberdade ínfima, frente ao que pretendemos e sonhamos, enquanto MULHERES FEMINISTAS, QUE SOMOS.

O que estou querendo dizer aqui é que esse passo rápido entre ser menina e ser mulher NÃO É TÃO RÁPIDO ASSIM. Essa passagem nem sempre se dá sem dores, sem atropelos e sem dúvidas (na verdade, a regra é que tudo isto esteja lá, junto e misturado, infelizmente). E, para sua surpresa, grande parte das mulheres não se descobriu e não se auto afirmou, enquanto tal. Por que ser uma MULHER pressupõe ser dona de si, do seu corpo, de suas opiniões e de suas vivências. E, ganhar este tipo de certidão de mulher, nesta sociedade machista e julgadora, não é mole, irmã!

É rápido entender o grau desta dificuldade. Quer ver? Quantas vezes você deixou de fazer algo por medo de ser julgada? Quantas vezes você mesma se julgou? Quantas experiências você deixou de viver porque seria feio para uma ‘mocinha’ fazer isto?  Quantas mulheres de sua família ficaram ‘mal faladas’ porque decidiram viver além da curva do que se determina como correto?
Então, façamos um exercício: pegue duas 3x4 (uma de sua infância e uma atual) e tente responder: em qual medida eu avancei em liberdade, de lá pra cá? Que mulher eu sou e qual eu quero ser? Repita isto, de vez em quando. Um sorriso será o símbolo de que você está indo bem. E... Quando uma mulher está progredindo, todas as outras vão bem também, de alguma maneira. Lembre-se disso: quando você se move, todos os que estão em seu entorno são obrigados a se movimentar também. E... VAMOS JUNTAS, sempre!



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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Observatório da Câmara: Prefeita pede verba especial de R$ 450 mil reais (17/08)





Durante a Sessão da Câmara de Ipiaú, dessa última quinta-feira (17), foi lido um projeto de caráter de urgência enviado pelo executivo solicitando uma verba especial de R$ 450 mil reais.

A proposta lida no parecer explica que essa verba será para construção de logradouros públicos, construção de casas populares e obras de esgotamento.

A apreciação dos vereadores, em sua maioria, pediu vistas para o projeto e solicitou melhores explicações por parte do executivo.

O Sérgio Brito, responsável pela pasta da contabilidade da prefeitura, relatou durante a sabatina, feita pelos vereadores, o contrário do projeto que foi lido.

De acordo com o Sérgio, o montante servirá para devolver o dinheiro de convênios firmados da gestão passada referente as obras que não foram concluídas. O contador também explicou que este projeto é técnico e tem como objetivo regularizar a situação para firmar novos convênios.

Alguns vereadores questionaram e outros defenderam a proposta do executivo. Porém, como a maioria vence, na próxima sessão ficou acordado para que o Sérgio Brito explicasse melhor o projeto.

A reportagem do Blog Vicente Andrade esteve na prefeitura para colher às informações na sexta-feira (18) e nesta segunda (21), por tanto, o Sérgio Brito não se encontrava na Prefeitura.  A equipe de reportagem também foi ao jurídico e não obteve a resposta relacionada ao projeto.

Neste caso, fica aberto o espaço de direito de resposta da prefeitura, setor jurídico e contabilidade.

Transmissão

A sessão da câmara do dia 17 não foi transmitida pela internet e ainda não está disponível na plataforma do Youtube.

Conversando com um dos responsáveis pela execução da transmissão da sessão pela internet foi obtida a informação que o sinal da internet estava ruim e que por isso não foi publicado, mas que em breve estará disponível. 
   
Vicente Andrade
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domingo, 20 de agosto de 2017

Rebuscando a história: A simplicidade e a comunicação de Júlio Souza




Júlio Souza


Nessa caminhada da vida conhecemos muitas pessoas que merecem nossos aplausos e homenagens. E Júlio Souza não é diferente, além de possuir uma trajetória riquíssima de vida é uma pessoa que passa confiança, credibilidade e humildade.

E esse adjetivo foi vivenciado durante a entrevista com ele. Uma pessoa do bem e que tem muita coisa para contar. No quadro rebuscando a história, Júlio Souza soltou a voz e expressou os sentimentos e a contribuição a cidade de Ipiaú durante todos esses anos vividos.

Nascido em Itagibá veio morar em Ipiaú com dois anos de idade na região da Canoa Virada, durante a infância trabalhou com o pai na roça para ajudar nas despesas da família e também tirar o próprio sustento. Júlio já carregou água, vendeu osso, leite, verdura e plantou capim.           

O Tempo do ABC

Na zona rural da Canoa virada havia escola para a criançada estudar, porém, naquela época o ensino era mais rigoroso e os professores utilizavam a palmatória para tomar a lição. Caso o aluno não soubesse a resposta exata, a mão era estendida e a palmatória comia no centro.  

Júlio Souza lembrou de um episódio que aconteceu durante os estudos. Um dia a professora foi tomar a lição e como Júlio não sabia quase nada tomou umas pauladas na mão por não saber a resposta.  Ficou injuriado e como presente ficou de castigo.

Ao relatar o caso aos pais, Júlio ficou surpreso com a tomada de decisão dos familiares.


“ Olha Vicente, meus  pais não foram tirar satisfação com a professora e ainda disse que se eu não estava sabendo fazer a lição e eu teria que aprender” relatou Júlio.
Júlio contou que certa vez foi selecionado para fazer uma sabatina com um colega. O mesmo não soube responder e Júlio se recusou a bater no colega por acreditar que mesmo batendo ele não iria aprender, por isso, se recusou. Como prêmio, Júlio ficou novamente de castigo chegando a chorar.

“Pra que adianta eu bater se ele não vai aprender.  A professora me colocou de castigo e me disse que não dava pra estudar e tinha que labutar na roça mesmo. Correr atrás de gado no mato. Foi o dia que fui na escola” contou Júlio.

Por não concordar com a palmatória e com a pedagogia da professora, Júlio Souza abandonou a escola. E a única vingança dele foi pegar um cavalo para fazer rabiadas em frente à escola para contestar e dizer a professora que ele era da roça mesmo. Com o passar dos anos, Júlio foi alfabetizado pelo Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral).

Ele se orgulha muito em ter sido um dos coordenadores do Mobral de Ipiaú, onde aprendeu muitas coisas.          

A ida para Itabuna

Preocupado em trabalhar para se sustentar, Júlio, com 13 anos de Idade levantou asas e partiu para a cidade de Itabuna. Lá ele trabalhou com maquinários pesados de lixar tacos e também se aperfeiçoou em eletricidade.


Assim sendo, nos anos 70 retornou para Ipiaú. Na época, o Teatro Cine Éden existia ainda e para entrar no cinema ele ficava na porta e pedia para o porteiro, Dunga, para entrar no cine. Final das contas, Júlio começou a varrer o salão e na operação da máquina que produzia o filme na tela.

No cine Éden também passava filmes proibidos para menos de 18 anos. Como Júlio ainda era menor de idade contou que quando ia passar filmes proibidos ele tinha que sair do cinema.               

Zezito Amaral o irmão e o pai

Ainda na década de 70, Júlio Souza ressaltou que Zezito Amaral chegou à cidade e implantou a voz da cidade. Júlio conta que Zezito foi um irmão e um pai para ele.
Então, quando Zezito montou a voz da cidade, Júlio começou a frequentar o estabelecimento e em seguida começou a trabalhar na operação dos equipamentos.

“Quando fui convidado para trabalhar de eletricista na rádio, Zezito percebeu minha dicção e comecei a gravar os anúncios. Foi numa tarde  que ele pediu pra entrar no ar e hoje tenho zezito como um pai, foi por meio dele que entrei na comunicação” comentou Júlio

Rádio educadora

Com o passar dos anos, apareceu a Rádio Educadora. De acordo com Júlio, Catalão e Zezito Amaral o chamou para ir a Rádio Educadora e assim iniciou os trabalhos na operação da rádio educadora.

Júlio também relata que certa vez Espártaco e Patrício Teixeira deu um texto pra ele ler ao vivo e assim foi feito. A partir disso comei a passar música e a ser o locutor.    


Os programas radiofônicos

Passado mais algum tempo, Júlio criou um programa Radiofônico, a “Noite é nossa”, que ficou no ar durante 4 anos.

“Quando Saraiva passou a ser o diretor da rádio começamos a interação mais ainda.  99 por cento das propagandas eram gravados por mim” frisou Júlio.
Na sequência, Júlio criou o programa policial “A cidade preto no branco”. De acordo com Júlio, o programa criou uma audiência muito forte e também uma grande polêmica.     

“O professor Tatai escutava a rádio, fechava o escritório dele 10 minutos antes do programa só para escutar. Não tinha internet e tudo era de fatos verídicos. Tinha tanta credibilidade que o saudoso Capitão Milton me dava todos os Boletins de Ocorrência para ler no ar” contou Júlio.  

Júlio também completou que “Quando errava era pau na moleira, podia ser delegado, policial, bandido, seja quem fosse. Por isso, já fui ameaçado várias vezes devido ao programa”.

Vasco x Fluminense

Júlio tem muita história para contar e nesses 65 anos de idade e luta foi intensa os diversos momentos que marcaram a vida dele.

Apesar de torcer para Flamengo, Júlio contou que já foi ao Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, para cobrir o jogo entre Vasco x Fluminense.  “Foi um dia muito bom, não tínhamos acesso ao campo, o narrador não conseguia enxergar de longe e a linha da rádio recebia tanta ligação que quase não transmitíamos o jogo. Após a vitória do fluminense de 1 a 0 foi tanto pó de arroz” contou Júlio sorrindo.    

 A campanha de Waldir Pires
Júlio começou a fazer as locuções para candidatos a governador, deputado, prefeito e vereador.

 “ Euclides Neto era aliado a Waldir Pires, ele se candidatou a governo do Estado e eu fui convidado para trabalhar com ele. Lembro um dia do comício, na armação, não tinha ninguém na rua até o momento que Florisvaldo anunciou meu nome e como se tivesse abrindo uma gaiola, a rua lotou de gente e no final,  Waldir foi eleito” contou Júlio.      

O candidato a deputado e a reaproximação com Hildebrando Nunes

Durante a entrevista Júlio ressaltou que na época das eleições ele apoiou um candidato a deputado chamado Everton Almeida e o ex-prefeito Hildebrando Nunes apoiou o deputado de Itabuna, Fernando Vita. 

O candidato de Júlio ganhou a eleição e ele cumpriu o papel de estreitar os laços com Hildebrando.
Deputado Everton Almeida em pé com o microfone na mão


“Chamei Hidelbrando e apresentei o deputado eleito a ele, daí, tudo voltou ao normal” relatou Júlio. 

O sinal de TV

“Mesmo com sinal precário, tudo analógico eu estava lá na torre, faça chuva ou sol, quantas vezes perdi o controle do carro pra subir a torre para prestar assistência e nunca deixei o sinal falhar” esta foi à fala de Júlio para pontuar a criação da torre de TV.

Completando, Júlio ressaltou que “fizemos um abrigo para que servisse aos usuários de TV de Ipiaú. Quando passou meu trabalho, entreguei  com 5 sinais de tv. Eu dava assistência na região toda. Atualmente presto serviço para a Câmara de Vereadores de Ipiaú pela humildade e competência”.

Eventos Culturais 


Como locutor e cidadão, Júlio Souza, já realizou e participou de diversas atividades culturais e entidades de Ipiaú. Além de locutor destaque, já participou de cavalgadas, gincanas escolares, Rotary Clube, Maçonaria, grupos de teatro, desfiles, micaretas e tantos outros. Júlio também criou o Partido (PTdoB) junto com amigos.     

Júlio é uma pessoa do bem e que tem muita história para contar.  E esse pequeno registro é uma homenagem para que as futuras gerações de Júlio e a comunidade ipiauense possam reconhecer a simplicidade e comunicação de Júlio Souza.

Confira o vídeo:

 
Vicente Andrade   



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sábado, 19 de agosto de 2017

Audiência pública: Reativação do matadouro de Ipiaú é nessa sexta-feira (25) de agosto



Durante o mês passado o Blog Vicente Andrade visitou algumas cidades circunvizinhas a Ipiaú para abordar a situação higiênica sanitária em relação ao abate de animais bovinos. A soma de abates bovinos de Ipiaú, Ibirataia, Aiquara, Dário Meira e Itagibá chegam a 1.500 por mês.

É notório que o abate de animais na região não está seguindo os padrões estabelecidos pela lei n°304/1996 que dispõe sobre o abate e comercialização de carne bovino, bubalino e suíno.

Já em Ipiaú, em agosto do ano passado o Matadouro d município foi interditado por não cumprir as normas técnicas da lei citada acima. A nossa região passa por sérios problemas de questões higiênicas sanitárias sobre o abate e comercialização das carnes. Além disso, alguns matadouros ainda causam agressões à natureza despejando fezes, sangue e urina de animais nos rios.

Após a publicação e repercussão da matéria, o empresário, Jackson Almeida preocupado com a situação solicitou o espaço da Câmara de vereadores de Ipiaú para realizar a audiência pública com o intuito de provocar o debate e discutir a reativação do matadouro.
Jackson Almeida preocupado com a situação solicitou o espaço da Câmara de vereadores de Ipiaú para realizar a audiência pública com o intuito de provocar o debate e discutir a reativação do matadouro.


“A ideia é mobilizar a prefeitura e os secretários para chegarem frente ao governo do Estado e pedir apoio para reativar o matadouro de Ipiaú, baseado nas diretrizes da lei para termos uma segurança na qualidade da carne. A reabertura do matadouro também vai gerar empregos para a cidade” explicou Jackson.  

Audiência e programação

A audiência Pública acontece na próxima sexta-feira (25), no plenário da Câmara de Vereadores de Ipiaú, às 19h.

Durante o evento, o técnico de Inspeção sanitária da ADAB de Ipiaú, Alexsandro Maia irá ministrar à palestra sobre as principais doenças causadas pela carne.     

O consumo do leite e da carne oriundos de animais infectados, caso sejam, ingeridos pelos seres humanos comprometem a saúde e o funcionamento do corpo.

De acordo com Alexsandro Maia “animais abatidos em condições insalubres em relação ao aspecto higiênico sanitário expõe o consumidor ao risco de adquirir doenças. Espero que a audiência pública possa sensibilizar a sociedade e o poder público para discutir a reabertura do matadouro de Ipiaú dentro dos aspectos legais, gerar emprego e renda e também atender as cidades circunvizinhas ” pontuou. 

Participe!


Vicente Andrade
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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A alfabetizadora e contadora de história Celiana Gabriel aborda práticas de ensino no programa Bote Fé

Foi um programa rico em informação e cidadania.  Na ocasião, Celiana exemplificou de forma prática o ensino interdisciplinar para despertar o interesse do aluno pelo estudo ( Foto: Ricardo Souza)
    
   
O programa Bote Fé! Você é a sua Salvação! Jornalismo a Favor da Cidadania é um espaço para que a comunidade solte a voz e conte a história com as próprias mãos.
Ao todo já são cerca de sete meses discutindo assuntos relevantes para a nossa comunidade de Ipiaú. E no programa dessa terça-feira (15), a convidada da vez foi à alfabetizadora Celiana Gabriel.

Celiana relatou os problemas do ensino aprendizado enfrentados na sala de aula devido as injustiças sociais e o desequilíbrio familiar. Além disso, explicou a importância de utilizar o método de Paulo Freire para contribuir com o social e a liberdade de pensamento do aluno para conhecer os seus direito e deveres como cidadão.


Foi um programa rico em informação e cidadania.  Na ocasião, Celiana exemplificou de forma prática o ensino interdisciplinar para despertar o interesse do aluno pelo estudo. E também contou um pouco do projeto contador de história. Importante ressaltar também que Celiana é uma pessoa que não cruza os braços e está sempre produzindo para despertar a interatividade e a economia no bairro onde mora.

Vicente Andrade   
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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Crônica de Expedito Júnior: VISITA AO BARBEIRO





Por Expedito J. J. Júnior

      Ah, nada é melhor do que voltar a essa cidade, cidade de mil estórias e infinitos encantos, cantada e decantada por seus filósofos e mestres, turistas e nativos, poetas e escritores, terra de muitos amores, essa cidade praiana e bonita da região sul cacaueira da nossa Bahia, que é a cidade de Ilhéus.
     Tamanho êxtase de estar presente numa terra tão boa merecia uma preparação à altura, e assim que, depois de almoçar no boteco da Dona Ciranda, ali pelas redondezas da Praia do Cristo, fui correndo encontrar um barbeiro, nesses tempos de moda de barba, cada uma mais estilosa do que a outra, e que os rapazes fazem questão de apresentar. Tem barba de tudo quanto é jeito, desde aquelas de cabelo de bunda até aquelas de assombrar, muçulmanas, umas falhadas e espevitadas e outras fechadas como a floresta amazonense. A minha era daquelas diríamos que de meio termo, nem tão rala quanto o esperma de alguns homens inférteis, nem tão grossa quanto o daqueles que fertilizam suas fêmeas tão somente ao ameaçar um espirro. 
     - Onde acho aqui um barbeiro? - perguntei ao moço que servia as refeições.
     - Olha só - disse ele. Se você quiser uma lugar onde o pessoal faz desenho na barba, dos cara bom mesmo, vai ter que andar um pouquinho. Segue aqui direto, dobra à esquerda, vai reto, lá na frente pega à esquerda de novo, daí até avistar a placa do salão deles, o Salão Barbão da Hora!
     - Fica muito longe daqui? Quanto tempo mais ou menos?
     - Uns 20, 25 minutos. Mas vale a pena.
     - Não tem um mais perto?
     - Veja, se você não tem tempo, atravessando a rua e dobrando a esquina tem um, mas onde recomendo mesmo é no lugar que te falei...
     Como eu não dispunha de tanto tempo, posto que estava atrasado para um evento que aconteceria dali a alguns instantes, decidi tomar a segunda opção. Então fui andando, serenamente, até dobrar a esquina, e logo me deparar, não com uma placa de salão, mas com um cubículo exposto por uma grade fechada por um pequeno cadeado, onde ninguém se situava.
     Imaginei que o dono da casa fosse o barbeiro, pois havia duas portas, uma coberta pela grade e outra ao lado, entreaberta. Bati palmas, chamei. De dentro da casa, vindo lá do fundo, veio arrastando os pés um senhorzinho, de seus quase oitenta anos, vestido com uma ceroula, e uma toalha de banho sobre os ombros, perguntando quase sem anunciar palavras, ajudado pelas expressões do rosto: O que manda, meu chefe?
     Respondi-lhe que queria fazer a barba, se ele fosse o barbeiro.
     - Pois não, sou o barbeiro sim, aguarde só um instante até eu vestir a roupa- disse ele.
     Aguardei então tranquilamente, apesar do evento que eu iria participar já ter começado, quando lentamente aquele senhor veio e me abriu seu salão, ou melhor, salinha, vez que mal cabíamos os dois.
     Sentei na cadeira em frente a um pequeno espelho, logo me veio um sentimento nostálgico, o mobiliário todo remontava à década de 60, uma antes de eu nascer...Paradoxal isso, saudades de uma época não vivida, como entender!
     - Boa tarde seu Ricardino, fazendo uma barbixa hein! - disse uma vizinha enxerida ao chegar à porta do estabelecimento.
     - Sim Dona Zuleica, temos que trabalhar, não é?
     - É sim meu vizinho, pois quem trabalha, Deus ajuda!
     E despediu-se dele com um largo sorriso em seu farto rosto, o que o fez dirigir-se a mim, prestes a começar seu trabalho:
     - Diga meu filho, vai querer “moderada” ou de outro jeito a sua barba?
     Meu sentimento de nostalgia naquele exato instante inflacionou, o termo empregado era completamente desconhecido por mim, em se tratando de barba, e meio que sem saber direito o que aquilo significava, respondi que sim, “moderada”! Eu que começava a frequentar barbearias ainda tinha muito que aprender sobre o universo das barbas, foi o que pensei na hora.
    Antes porém, na minha estupidez, arrisquei uma pergunta:
    - O senhor usa máquina?
    Ao que ele me respondeu:
    - Sim, olha ela aqui!
    E tirou de dentro da gaveta uma máquina creme claro surrada, ao que parece das primeiras que inventaram, ele com um enorme orgulho, eu com uma tremenda dúvida: será que ainda funcionava bem?
    E começou o seu trabalho: primeiro a navalha, pra acertar os cantos, depois, vai, e vem, aperta, espreme. Pronto, eu podia olhar no espelho.
    Qual não foi o meu espanto com o que vi, minha barba estava parecendo a superfície da lua, cheia de crateras, um perfeito queijo de Minas!
    Aquilo me deixou atônito, confesso, contava três meses para chegar àquele ponto, e agora... Agora o único jeito era arrancar a barba, ainda que Seu Ricardino quisesse me dissuadir, afirmando que também daquele jeito se usasse ela.
    - Passe a zero, seu Ricardino, desse jeito não ficou bom!
    Eu que fui a ele para fazer a barba, saí de lá com a barba perdida, rostinho igual a um bumbum de bebê, com uma sensação estranha, mas com uma alegria imensa no peito, a mesma tranquilidade da alma, e apenas uma consolação: a vida é assim mesmo, barba perdida, barba que cresce de novo...

   
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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Torcida lota estádio e ajuda a Seleção de Ipiaú conquistar a primeira vitória no campeonato Intermunicipal





Ipiauenses lotam Estádio Pedro Caetano e contribui com a vitória da seleção( Foto Evandro Barbosa) 

Vindo de um empate com a seleção de ibirapitanga pelo placar de 0 x 0, a seleção ipiauense fez o dever de casa contra a seleção de Jitaúna.  Com os gols de Adnael e Leon, a equipe de Ipiaú conseguiu conquistar o primeiro triunfo no campeonato.

Com a vitória a seleção de Ipiaú está na segunda posição da tabela com quatro pontos, atrás da seleção de Ubaitaba com 6. O próximo jogo da seleção será no domingo (20), fora de casa, com a seleção de Ubaitaba.

A paixão ipiauense pelo futebol

O futebol é uma paixão nacional e em Ipiaú a situação não é diferente para a comunidade. Durante a primeira partida da seleção do município em casa, a torcida lotou o estádio, levantou o astral e confiança dos jogadores.

Ao embalo do som dos tambores tocados por jovens e adultos da Associação de Capoeira Modelo e Arte, do Bairro Novo, os torcedores gritavam, advertiam e empurravam o time para consagrar a vitória.  Com maior posse de bola, a seleção de Ipiaú fez bonito e alegrou a torcida.
Associação de Capoeira Modelo e Arte situado do Bairro Novo Ipiauense 

Foi uma tarde de domingo bonita de se vê, mais de duas mil pessoas puderam acompanhar a vitória e a garra dos jogadores relembrando os tempos de Ouro do Futebol Ipiauense.


No clima de alegria e confiança, Cesar Miranda, junto com o amigo Pneu, prestigiou o jogo da seleção e pontuou que “a vitória traz a certeza de um futuro próspero e o futebol é um esporte importante para mostrar os talentos que temos em nossa comunidade”.
Cesar Miranda e o amigo Pneu 

Edjavan se deslocou do Bairro Santa Rita até o estádio para apoiar os jogadores e relatou que está feliz com a volta da seleção no campeonato.   
Edjavan marcou presença no estádio
 A seleção de Ipiaú após ter ficado 8 anos sem participar do campeonato voltou para a disputa com o clamor da torcida.

Mais Fotos? Clique  aqui


Vicente Andrade
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Observatório da Câmara de Ipiaú: Extrato da Secretaria de Infraestrutura de Ipiaú


 

Tudo aconteceu tranquilamente como manda o figurino, vereadores bem trajados de terno e gravata. Antes de iniciar a sessão, o presidente da Câmara, José Carlos Bispo pediu silêncio no ambiente e que os vereadores se assentassem nos seus devidos lugares.

Em seguida foi dado início a 21º Sessão da Câmara de Ipiaú em 2017, realizada nessa última terça-feira(8).
Carla Garcia( Foto do Giro)
A convite do Vereador Lucas do Social, a secretária de Infraestrutura de Ipiaú, Carla Garcia apresentou os trabalhos realizados até o momento pelo governo de Maria das Graças em relação a infraestrutura.
Carla Garcia saudou os vereadores presentes e advertiu para que enviassem os ofícios com antecedência e não em cima da hora.

Receita da infraestrutura

Carla Garcia falou dos problemas enfrentados pela atual gestão devido as condições que encontraram os equipamentos deixados pelo governo anterior. Isso foi bastante frisado e disse ainda que as fotos estão disponíveis para quem quiser.

Vamos ao que interessa. Carla relatou que um dos grandes problemas também é a falta de documentação para prestar contas referente as obras inacabadas deixadas pela gestão passada.

Deixando isso claro, Carla ressaltou que no montante de 3 milhões já empenhou 1 milhão em pavimentação e na caixa D’água e o poço artesiano da Fazenda do Povo. Em relação a pavimentação serão dois mil e 80 metros na cidade.

Além disso, Carla ressaltou que ainda tem 18 áreas escolares, 20 áreas de conflitos e 20 travessias de pedestres.  Por outro lado, deixou claro que a prioridade no momento será a educação.

Serviços Urbanos

Carla relatou que foram trocadas 341 lâmpadas, 83 reatores, 70 relés e recuperou mais 90 reatores. Somado a isso, Carla também mencionou que a prefeitura só dispõe de 6 funcionários para atender a demanda da parte elétrica de todas as secretarias e da cidade.

 Obras     
   
Carla também pontuou sobre as obras que estão sendo realizados em Ipiaú, além da pavimentação de dois mil e oitenta metros, recuperação das estradas e abertura de poço artesiano na Fazenda do povo foi pontuado a reforma das Escolas Ângelo Jaqueira, Leovicia Andrade, José Lessa de Moraes, estádio Pedro Caetano, secretaria de saúde e ação social.

Carla mencionou que diante de todas as necessidades, a atenção maior será para a educação. Também afirmou que após concluir os trabalhos no Bairro Cesar Borges o próximo será o Bairro do Santa Rita.

Trânsito

Em relação ao trânsito, Carla mencionou que irá restaurar as placas que estão defeituosas e sinalizar adequadamente de forma gradativa. Também completou que deseja oferecer conforto ao povo ipiauense e para os visitantes.

Para completar a ação, Carla disse que vai estudar as formas e inovações para a criação de estacionamentos na cidade e concluiu que está disposta a ajudar a todos de forma gradativa.

Os vereadores parabenizaram a Carla pelos esclarecimentos, alguns questionaram e até fizeram solicitações de serviços para serem feitos na cidade. Por outro lado, Carla não deu prazo para que fosse atendida as solicitações.


Vicente Andrade
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domingo, 6 de agosto de 2017

Interação e economia entre moradores do conjunto ACM marcou a primeira noite dos Caldos no Bar da Celiana



Celiana Gabriel é uma alfabetizadora do município de Ipiaú e há anos passa o conhecimento para as gerações.

Além disso, ela e o marido Diógenes promovem eventos beneficentes que contribui com a cultura, economia e interação local presando o respeito e a dignidade humana.

Muitas vezes pessoas que não conhecem os moradores e famílias do conjunto ACM criticam e disseminam a informação de um local perigoso.
Celiana Gabriel é uma grande Alfabetizadora do município de Ipiaú e promove eventos preservando o respeito e a dignidade humana.
 
Numa pequena entrevista Celiana ressaltou que “todos os bairros têm seus problemas sociais e o conjunto ACM não foge a regra. Por outro lado, o conjunto tem uma especificidade, pois os moradores abraçam as causas sociais quando alguém da comunidade precisa”.


1º Noite dos Caldos 

  

                                                             Banda Fina Estampa.


No último sábado (5) Celiana promoveu a 1º Noite dos Caldos com a apresentação do arrocha romântico da Banda Fina Estampa.

O evento aberto ao público agregou diversas famílias e também contribuiu com o comércio local. Mesas e cadeiras arrumadas, toldos e um palco simples foram artefatos que abrilhantaram a noite.

Celiana contou que o marido Diógenes é um grande companheiro e que está presente em todos os momentos.  

“As pessoas participam, abraçam a causa. O evento foi maravilhoso, as famílias estavam se deliciando com os caldos e escutando uma boa música, não teve confusão, quero agradecer os que participaram direta ou indiretamente do evento, aos comerciantes. Também abrimos as portas para que nossos vizinhos pudessem comercializar os seus produtos. Foi um evento abençoado pelo Divino Espirito Santo” pontuou Celiana.

Cidadania    

Celiana também deu uma aula de cidadania e convidou a todos para conhecer a história e as pessoas que moram no ACM. “Aqui tem famílias honestas, pessoas trabalhadoras e de caráter”.
Para complementar a fala, Celiana, deixou um recado aconselhando a comunidade para não esperar apenas do poder público e descruzar os braços para promover o bem entre a comunidade, vizinhos e lutar pelos nossos direitos com clareza e tranquilidade.


Vicente Andrade


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sábado, 5 de agosto de 2017

Rebuscando a História: Feliz aniversário Irene Rodrigues de Souza


Feliz Aniversário Irene Rodrigues de Souza. 73 anos de Vida com muita luta, fé e dedicação 


Todos nós temos algo para contar, expressar e marcar a passagem no mundo. Irene Rodrigues de Sousa é uma no meio de tantas que ajudou muitas famílias e usou da força das mãos e da fé para superar obstáculos.

Com o sorriso no rosto, Irene me recebeu de braços abertos e contou a história de vida. Uma pessoa simples que tem o coração imenso. No quadro rebuscando a história de hoje você vai saber um pouco dessa trajetória de uma mulher guerreira que faz parte de Ipiaú.

Irene completa hoje (5) 73 anos e ela chegou a Ipiaú em meados dos anos 50, passou por diversas fazendas, colhendo, plantando e lavando roupas. A primeira fazenda foi a de Jaldo Reis, depois Hermínio Nunes e Wilson Pinheiro.

Já em 1962, logo na infância, Irene perdeu o pai e junto com os irmãos teve que trabalhar duro. De acordo com Irene tinha época que não podia sair da fazenda para não prejudicar a colheita de cacau, cana e café.

Tempo se passou e Irene começou a trabalhar em casa de Família e chegou até a morar em Salvador. Não gostou muito da capital e decidiu voltar para a terra e ficar ao lado da família.

Bandinha da Lua

No inicio da década de 70, Irene deixou a fazenda e veio a morar na rua, o prefeito na época tinha oferecido casa para as mulheres que não possuía filhos. E assim ela conseguiu a moradia e passou a morar na cidade.

“A rua que se chama Valdomiro Borges era conhecida como Bandinha da lua, não tinha calçamento, quando fazia sol era poeira e quando chovia era lama” pontuou Irene.  

Irene ainda contou que a mãe, ( Ana Maria de Souza), foi uma das pioneiras do Bairro, onde tudo ainda era fazenda.

Igreja de são José Operário

A Igreja de São José completou 25 anos de Paróquia. Irene contou que quando chegou ao Bairro à igreja era apenas uma capela e não tinha espaço.


“ Os fieis saiam do bairro para ir para a igreja de São Roque, daí sentimos a necessidade de ter a nossa. E foi assim que construímos a paróquia de São José, foi uma contribuição da comunidade. Tinha pedreiros e amigos do Bairro que fizeram mutirão para construir a igreja” explicou Irene.   

Irene completou que “os moradores ajudaram, sem cobrar e hoje é essa igreja bonita, grande, tem secretaria, tem espaço de escola. Está muito bonita que vem gente de até de fora pra prestigiar. O nosso grupo da igreja ajuda as pessoas que mais precisam com cesta básica e outras coisas, o trabalho é grande ”

O cinema

Irene pontuou que já foi ao cinema Cine Éden uma vez com a amiga para assistir um filme. Ela não se lembrou de qual, mas ressaltou que era um espaço grande, cabia muita gente.

O casamento

Irene chegou a casar, mais não deu certo, o marido não trabalhava, colocava gosto ruim em tudo que ela fazia e, além disso, bebia.

 “Tive um casamento que não deu certo, o marido não fazia nada, só queria tudo nas mãos, não trabalhava, bebia muito e não ajudava em nada. Não deu certo e nos separamos. Que Deus perdoe os pecados dele e o coloque no lugar merecido. Não quero casar mais e hoje eu sou feliz por tudo que passei e aprendi” ressaltou irene.

A luta para se aposentar

Ana Maria Rodrigues ( Mãe de Irene)
A última casa de Família que Irene trabalhou foi a do médico Cleber Ribeiro Maron, passou apenas dois anos e deixou o emprego para cuidar da mãe que estava doente.
O médico é filho da primeira patroa de Irene e assim ela contou.

“ Eu vi esse menino pequeno, já levei na escola. Trabalhei na casa da mãe dele há muito tempo e foi a primeira casa de família que comecei a trabalhar. Mas Mãe ficou doente eu tive que cuidar dela, não podia deixar ela sozinha” explicou Irene.

Somando o tempo de trabalho, Irene, passou cerca 35 anos trabalhando em casa de Família, acordando cedo, lavando roupa, preparando comida e ajudando a criar os filhos da patroa. Mulher de confiança e dedicada.

Mas muitas vezes, o povo brasileiro sofre abusos e os direitos são negados. Irene contou que foi um sufoco para se aposentar, mesmo tendo contribuído com o Inss.

Constância Augusto de Souza(Irmã) 
“ Quem pagou a maior parte do meu inss foram meus patrões, só que quando eu saia da casa não pagavam mais. E com o passar do tempo recebi uma carta do inss pedindo pra que eu fosse regularizar a situação para que eu pudesse me aposentar.

Irene conta que quando chegou para regularizar, o atendente disse que faltava mais dois anos para que ela se aposentasse.

“ Olha, eu pensei em desistir, foi muito difícil, eu estava com mãe doente e eu precisava cuidar dela. Mas minha amiga de fé, Marialva e minha irmã Constância , me ajudou incentivando, dando força para que eu não desistisse e fui pegando roupa de ganho para terminar de pagar. Graças a Deus que conseguir esse direito” pontuou Irene.

A vida

Filha de José Augusto de Souza e Ana Maria Rodrigues de Souza ( Dona Pequena), Irene completa neste 5 de agosto 73 anos de Idade. E o blog Vicente Andrade presta esta homenagem a Irene, uma pessoa simples e de um coração imenso.

E melhor ainda é que Irene se sente feliz como ela é e deixou o recado para todos.

“Enxergo a vida hoje como feliz, coisa boa, uma graça de Deus. Eu agradeço a Deus por ele me da força para superar minhas dificuldades e viver mais uns dias. E eu sou isso aqui, minha casa é simples e está aberta a todos. Amigos e irmão sabem como é. Quero da um abraço a todos e desejar sucesso” finalizou Irene.  


Vicente Andrade
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