Flores em Vida: A Energia Contagiante de Célia Costa

 

Há tempos vinha com a ideia de falar sobre Célia Costa, professora aposentada. Celinha (assim a chamamos carinhosamente). Acredito que a conheci no ateliê da floricultura Cheiros do Campo, na aula de pintura em tecido com Márcia Sandes — vulgo "A Asa" (abrindo um parêntese, essa é outra que não para).

Com o passar do tempo, os encontros tornaram-se esporádicos. Celinha é uma pessoa sorridente, dedicada e boa-praça. Ela tem seus sessenta e poucos anos — a idade pouco importa neste momento —, o que impacta é a energia que ela emana. Anda, vai aqui e vai ali, participa da UATI e é integrante oficial do Grupo da Terceira Idade. Está presente em todas as apresentações do Boi Estrela e da Mulinha de Ouro. Coloca-se à disposição para ajudar e fazer as coisas darem certo, no que quer que lhe seja proposto. Eu a chamo de "formiguinha atômica", elétrica; ela não para.

Acredito seriamente que o bom da vida é isso! Fazer algo que mantém o corpo em pé. Para falar de Celinha em sua totalidade, seriam necessários dias e anos para escrever um livro sobre ela. Faltaria papel.

Célia nasceu em Ibirataia e veio para Ipiaú, onde se formou em Magistério. Lecionou durante toda a vida. Iniciou em uma sala multisseriada: estudantes da primeira à quarta série, tudo junto. E deu conta da missão. Uma vocação que aprendeu desde cedo. Ela me contou que o carinho que os estudantes tinham por ela a fez nutrir esse amor pela educação. Em 1977, começou a dar aulas no Colégio Celestina Bitencourt e, além de professora, ainda galgou a diretoria, cargo que exerceu por 11 anos. Sempre pautada na confiança do trabalho e na dedicação, é alguém que inspira seriedade naquilo que faz. Célia contou que é extremamente grata à professora Terezinha Soares, também ex-professora e diretora da escola, pela confiança e pelo carinho.

Este não é um texto biográfico. É o registro de uma pessoa, o puro sentimento de admiração, uma consideração genuína. E Celinha tem dessas coisas. Uma vez ela me disse: “Eu quero flores em vida”. E o mais brilhante ato a se fazer por uma pessoa que marca, que é espontânea, é simplesmente escrever.



Com o seu dom de inspirar e incentivar, ela se coloca à disposição da arte e da cultura. Dança com a vida, tempera o cotidiano com seus deliciosos quitutes — como uma boa feijoada, as balinhas e o licor de jenipapo, a deliciosa farofa e várias outras iguarias. Uma mulher de sorriso fácil e um coração imenso, solicita e disposta a ajudar. Existem várias qualidades nela que vão se acumulando em diversas ações. Só quem conhece Celinha sabe da importância e da vivacidade de uma pessoa que nos ensina tanto.



Sem sombra de dúvida, ela desperta inspiração, traz consigo uma bagagem de resiliência, fé e risos. As lembranças serão sempre eternas, principalmente daqueles momentos em que nos sentimos lembrados por seus atos. Celinha é uma ponte para tudo aquilo que floresce.

Vicente Andrade

Bote Fé!

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