Do Baba ao Teatro: A Magia de Alice na Feira Literária do Santo Agostinho
Olá, querido amigo leitor e querida amiga leitora!
A literatura ainda é um dos meios pelos quais conseguimos identificar diversos fatos que permeiam a nossa sociedade — sejam eles bons ou ruins. Sem sombra de dúvida, é algo que faz a imaginação fluir através das linhas escritas nos livros. Isso sem falar da arte que ela desperta nos jovens artistas de qualquer lugar deste imenso mundo; afinal, da literatura surge a dramaturgia, e por aí vai.
Nessas minhas andanças — e vou abrir só um parêntese para depois voltar ao assunto principal deste texto, prometo não me alongar para não te cansar —, um dia desses eu estava jogando bola com um grupo de amigos aposentados do esporte. Para ser sincero, meu único problema com o futebol é a bola: confesso que não tenho a menor intimidade com a Jabulani. Mesmo assim, sou teimoso e insisto. Pelo menos estou correndo e fazendo uma atividade física; como diz o ditado popular, dos males, o menor (risos).
No final do "baba", já saindo do certame, vi um cartaz sobre a peça teatral Alice no País das Maravilhas e logo me encantei. Lembrei-me das várias vezes em que li o livro. Se você nunca leu, leia; vale a pena. Não vou dissertar sobre o livro agora, quem sabe no próximo texto — mas não garanto nada!
A apresentação integrou a XI Feira Literária do Santo Agostinho, e eu tive o privilégio de assistir e prestigiar o evento. Antes de ir, falei com Vitor — um dos artilheiros do baba e bastante "mascarado" também (risos) —, que conseguiu a entrada para mim, e assim fui ao espetáculo.
Antes de qualquer coisa, preciso parabenizar o elenco da peça: crianças e jovens que foram brilhantes na apresentação. Letícia (Alice), Jú (Lebre), Marrie (Carta), Nick (Rainha), Tay (Gato e Coelho) e Tom (Chapeleiro Maluco), sob a direção de Andréa Bandeira e com o texto de Arthur Canadothi, baseado na obra clássica de Lewis Carroll.
O melhor de tudo foi que a peça ocorreu ao vivo, sem gravação prévia das falas. A encenação foi real, no peito e na raça, e é isso que encanta de verdade e mostra o talento dessa garotada. De acordo com Vagner, pai da Letícia, foram mais de três meses de ensaios. Decorar o texto, encenar, produzir o cenário e cuidar de tantos outros detalhes que pertencem ao universo do teatro não é nada fácil. É na arte que encontramos os verdadeiros talentos.
Foi um momento de leveza, descontração e também de reencontro com amigos que eu já não via há um tempinho. Diante disso, deixo os meus parabéns a toda a equipe do Colégio Santo Agostinho pela feira literária e pelo lindo incentivo à arte!
Vicente Andrade
Bote Fé!


Realmente o teatro encanta, Vicente! E nos fomos encantado pela garotada que mostraram um nível muito alto. Confesso que fui surpreendido pela atuação, não imaginei que iria me emocionar. E eles tiveram a sorte de um excelente jornalista estar no local se emocionar e reportar, obrigado!
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